A Harley-Davidson está apostando em motocicletas elétricas para atrair a próxima geração de jovens com consciência ambiental para reverter queda de vendas nos Estados Unidos.
LiveWire, nova motocicleta elétrica da Harley-Davidson 07/10/2019 Harley-Davidson Motor Company/Divulgação via REUTERS
Foto: Reuters
Mas conforme a Harley envia suas primeiras motocicletas "LiveWire" - que custam 29.799 dólares - para os revendedores, há poucas evidências de que a marca de 116 anos esteja alcançando novos clientes jovens.
O problema está principalmente no preço de produto "super premium". A moto custa quase o mesmo que um Tesla Model 3 e visa um mercado que realmente não existe: motociclistas jovens, ricos e ecológicos.
A elegante moto esportiva está disponível para pré-encomenda nos Estados Unidos desde janeiro. No entanto, a maior parte das encomendas vem de motociclistas mais velhos, de acordo com entrevistas com 40 das 150 concessionárias nos EUA que vendem a motocicleta neste ano.
Durante anos, a Harley fracassou em aumentar as vendas nos Estados Unidos, sendo o principal mercado responsável por mais da metade de suas motocicletas vendidas. À medida que sua base de clientes nascidos nos pós-guerra envelhece, a empresa com sede em Milwaukee está tem dificuldades em conquistar novos clientes.
Em 2018, a Harley teve a maior queda nas vendas em quatro anos nos Estados Unidos. As vendas nos EUA devem cair novamente este ano.
O preço das ações da fabricante caiu 42% nos últimos cinco anos. Em comparação, o S&P 500 ganhou 47%.
Para aumentar as vendas, revendedores esperam que a Harley siga o caminho da Tesla: lance veículos elétricos mais acessíveis depois de criar um burburinho com um modelo premium.
O primeiro carro elétrico da Tesla custou mais de 100 mil dólares, mas os preços caíram com os modelos seguintes. O Model 3 agora vem com um preço base de 35 mil dólares e foi fundamental para elevar as vendas a um nível recorde no último trimestre.
As motocicletas tradicionais de nível básico da Harley Davidson custam cerca de 6.900 dólares.
Mas, diferentemente da Tesla, a Harley não desfruta da verdadeira vantagem de ter sido pioneira. A Zero Motorcycles, com sede na Califórnia, já está vendendo motocicletas elétricas nos Estados Unidos, com preços de varejo que variam de 8.500 a 21 mil dólares. Sua motocicleta de ponta - SR/F - é semelhante à LiveWire, mas custa quase 9 mil dólares a menos.
Ainda assim, Bob Clark, um revendedor de motocicletas da Zero em Chicago, diz que ainda não vendeu uma SR/F para motociclistas com menos de 35 anos. Todas as três motos elétricas que ele vendeu para jovens motociclistas este ano estavam na faixa de preço de 10 mil dólares.
"Os jovens pilotos são ambientalmente conscientes, mas também muito sensíveis ao preço", disse Clark.
Sete concessionárias Harley disseram à Reuters que nem se deram ao trabalho de encomendar a motocicleta LiveWire, o que exigiria investir em uma estação de carregamento de bateria de nível 3 e treinamento de funcionários.
Um revendedor de Ohio, que inicialmente se inscreveu para receber a LiveWire, disse que desistiu no último minuto porque não tinha certeza da demanda da moto em sua área.
Ribeirão Preto é a próxima cidade a receber uma loja da marca que avança no mercado brasileiro
A Royal Enfield anunciou que vai inaugurar quatro novas lojas até o final deste ano. As cidades confirmadas são Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente. As concessionárias fazem parte do plano de expansão da marca no Brasil, que visa ter, até março de 2020, 10 novos pontos de venda nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste.
Segundo as informações, as lojas serão projetadas dentro do padrão global de Royal Enfield e irão oferecer uma estrutura completa aos entusiastas e clientes da marca, com oficina, disponibilidade de roupas, acessórios e test rides dos três modelos da Royal Enfield vendidos no Brasil: Himalayan 410, Classic 500 e Bullet 500.
"Concluímos o processo de seleção com parceiros e o desenvolvimento das novas lojas está em andamento. A próxima inauguração será em Ribeirão Preto, em outubro, seguido dos outros pontos. Com isso, fecharemos o ano com oito concessionárias em operação em cidades estratégicas – contando com os pontos já existentes em São Paulo, Brasília, Curitiba e Campinas", aponta Renato Nista, coordenador de Desenvolvimento de Rede da Royal Enfield Brasil. As próximas cidades que irão receber a marca estão em processo de definição. "Ainda estamos estudando quais serão as próximas regiões.
Continuamos abertos ao recebimento de propostas de intenção", complementa.
Recorde de vendas
Paralelo à expansão de mercado, também cresce o número de emplacamentos no país das motocicletas Royal Enfield. Entre abril e dezembro de 2017, por exemplo, foram emplacadas 317 motos. No ano passado, de janeiro a dezembro, foram 522. Já neste ano, foram 888 unidades entre janeiro e agosto. "Apenas em julho foram 170 emplacamentos, nosso recorde, que até então era de 124, em junho de 2019. Em agosto vendemos mais 145 unidades. A abertura das novas lojas e a chegada da Himalayan no Brasil são os fatores principais para esta crescente", afirma Claudio Giusti, diretor Geral da Royal Enfield Brasil.
China e Caju analisam a moto que recebeu em sua estrutura transformações para ser uma Streetfighter.
Esta semana trouxemos o vídeo da série "MOTO dicas", que são orientações de especialistas para os consumidores observarem os detalhes antes da compra.
O vídeo anterior com dicas de como comprar uma moto customizada.
O vídeo de hoje temos ainda o Caju, para falar de uma moto customizada, mas recebemos o China, apresentando tecnicamente a Honda CB 750 K, de 1981. Sem dúvida, a Honda CB 750K é um clássico das motos japonesas, e aqui você confere a análise completa com esses dois especialistas.
Para conhecer mais sobre esta bela moto, assista o vídeo completo com os dois apresentandores comentando as alterações feitas na moto, que recebeu suspensão (conjuntos dianteiros e traseiros) da Suzuki TL 1000, uma V2 fabricada na década de 1990.
A estrutura da Honda CB 750 K foi preparada para receber peças de uma moto de competição, tornando-a uma autêntica Streetfighter. Na customização, Caju elogia o trabalho de design criado nessa moto, pontuando a técnica que respeitou detalhes da máquina.
ASSISTA AO VÍDEO COMPLETO
Marca inglesa revela teaser da naked derivada da esportiva Daytona 765, que deve ser revelada em outubro
Hoje foi a vez da Triumph soltar na mídia um rápido teaser, a fim de despertar o interesse do grande público e lançar os faixos de luzes em sua novidade.
O teaser revela a chegada iminente da nova Triumph Street Triple 765 RS 2020, a versão nua e mais apimentada da Daytona 765, esportiva precursora do motor 765 da atual Moto2. Embora seja uma versão RS, não se espera a mesma potência máxima nesta naked, e sim uma versão com torque mais interessante para o uso nas ruas, estradas e trackdays.
Na ciclística, a versão anterior (675cc) ostentava a suspensão dianteira da marca Showa Big Piston e traseira Öhlins STX40 que provavelmente deve ser substituída pela TTX. Os freios Brembo devem receber a versão de pinças Stylema no lugar das M50, são algumas das especulações para a nova versão.
Pelas imagens do teaser, a Triumph reforça ser uma naked pronta para um trackday, o que também sugere a vinda dos novos pneus Pirelli Diablo Rosso Supercorsa SP V3.
Surfando na onda de ser a fabricante fornecedora de motores da Moto2, a Triumph está apenas no início de uma gama de motocicletas que certamente farão muito sucesso com este propulsor.
No EICMA, em Milão, descobriremos tudo sobre as novidades da centenária marca inglesa.
Tecnologia: Patente da Honda sugere suspensão eletrônica desenvolvida para equipar mais modelos de produção em série
Com imagens que se referem a diversos sensores posicionados numa CRF450R, a patente revela o desenvolvimento de um sistema eletrônico capaz de se adaptar através de sensores a velocidade e amplitude das suspensões dependendo do caminho a ser percorrido.
O sistema já é uma realidade na produção de modelos de alta cilindrada on e off road. Ele garante a melhor calibração da suspensão oferecendo maior conforto, estabilidade e performance da moto.
Neste caso, a Honda utilizou uma CRF450R como revelam os desenhos das patentes.
Com base em mapeamentos predefinidos, um software é capaz de reconhecer imediatamente e, portanto, prever o tipo de terreno que está sendo enfrentado, e intervir de acordo necessidade de regulagem das suspensões em tempo real.
A marca já utiliza da suspensão semiativa em modelos top de linha, como a superesportiva CBR1000RR SP2 que oferece o sistema Smart EC da Öhlins que em milisegundos ajusta automaticamente dependendo do modo de pilotagem escolhido, ou eletronicamente a forma da compressão e retorno do amortecedor escolhidos pelo piloto.
O desenvolvimento da tecnologia deve beneficiar mais motociclistas e abranger a tecnologia para mais modelos do lineup.











