Primeiro lançamento da linha 2019 da Harley-Davidson, a nova FXDR 114 foi projetada para quem procura uma Harley com visual agressivo e bom desempenho. Seu design foi inspirado nas motos de
competições de arrancada e nos aviões caça. Já o motor escolhido para dar vida a essa power cruiser foi o Milwaukee-Eight de 114 polegadas cúbicas (daí seu nome), que tem dois cilindros em “V”, 1.868 cm³ de capacidade para produzir 16,5 kgf.m de torque máximo já a 3.500 giros.
A FXDR 114 é o décimo modelo construído sobre a plataforma Softail, completamente reformulada em 2018. Para aproveitar a “força” do V2, a Harley apostou em componentes mais leves no modelo.
Equipada com balança em alumínio (que ajudou a economizar mais de quatro quilos em relação a outras motos da família) e uma nova posição para o monoamortecedor traseiro, a FXDR tem um visual “longo e baixo”, mas curiosamente oferece o maior ângulo de inclinação entre as Softail.
O pneu traseiro de 240 mm de largura é montado em uma roda de 18 polegadas em forma de disco feita de liga de alumínio. O ar de moto de arrancada é reforçado pelo tanque alongado de 16,7 litros, posicionado logo atrás de um pequeno para-brisa, que esconde o painel digital, e emoldura um belo farol de LED. A roda dianteira aro 19 de liga-leve e com cinco raios finos é sustentada por uma suspensão invertida e a tomada de ar externa completam o visual de drag-bike (moto de arrancada) da FXDR 114.
Maneabilidade
Antes de partir para o teste com a FXDR 114 pelas estradas de Tessalônica, no norte da Grécia, no evento de lançamento mundial do modelo, o engenheiro Mark Strong, um dos chefes do projeto, fez elogios à maneabilidade da FXDR até mesmo nas curvas.
Mas com 1.735 mm de distância entre-eixos, ângulo de cáster de 34°, um pneu de 240 mm na traseira e 120 mm na dianteira, estava curioso para saber como tudo isso funcionaria na prática.
Ao montar na FXDR 114, a primeira impressão é que sim, ela é mais leve do que outras Harley. Afinal, pesa 303 kg em ordem de marcha, 3 kg a menos do que a Breakout, de quem herda o chassi e o
pneuzão traseiro. O assento a 72 cm do solo facilita as manobras em baixa velocidade.
Com pedaleiras avançadas e os dois semi-guidões montados diretamente nos garfos da suspensão dianteira, o piloto é obrigado a se curvar e assumir uma posição de pilotagem não muito natural, mas típica das motos de arrancada.
Já no primeiro semáforo, o motor V2 de 114 polegadas mostrou a que veio. Bastou girar o acelerador com vontade para que a roda traseira derrapasse no melhor estilo das provas de arrancada. Mas graças ao desenho alongado do garfo dianteiro, a borracha logo encontrou aderência no liso asfalto grego. Sem dosar o acelerador, as “cantadas” com o pneu traseiro vinham em segunda e até terceira marcha!
No primeiro trecho, subindo uma estrada com curvas mais abertas, próxima à fronteira com a Bulgária, a FXDR 114 realmente surpreendeu. As pedaleiras não raspavam no chão como em outras Harley e as suspensões mantinham a power cruiser no trilho até mesmo quando eu brincava com o acelerador fazendo a roda derrapar nas saídas de curvas.
Pouco antes do almoço, uma serra mais fechada mostrou as limitações do projeto da FXDR 114. A enorme distância entre-eixos e o garfo aberto não davam conta de contornar os “cotovelos”, curvas de 180°, com o mesmo ritmo e desenvoltura. Era preciso reduzir a velocidade, pressionar a pedaleira interna até raspar no chão e “brigar” com o trem dianteiro para não invadir a faixa contrária. Não era mais possível acompanhar o guia que pilotava a leve e ágil Harley-Davidson Roadster 1200.
Nessa hora, o bom conjunto de freios entrou em ação. Dois discos de 300 mm na dianteira e um disco simples na traseira ajudavam a diminuir o ritmo para contornar as curvas. Confesso que a serrinha travada exigiu bastante esforço para controlar a power cruiser.
Para viagens curtas e rápidas
Ao fim do dia, rodamos cerca de 250 km com a nova FXDR 114. Além do impacto visual, a nova power cruiser da Harley impressiona pelo bom nível de acabamento que se faz notar na pintura fosca e
também em detalhes antes deixados de lado pela Harley, como a bela mesa de direção, os semi-guidões e a balança traseira em alumínio com um visual “premium”.
Mas é em movimento que a FXDR 114 se destaca. A aceleração causa espanto, pois a Harley afirma que não alterou a relação no câmbio de seis marchas, mas as arrancadas são dignas de uma drag-bike.
Imagino que, em breve, a marca seja obrigada a adotar controle de tração em alguns modelos mais focados em performance, como é o caso da FXDR. Pois é preciso certa habilidade para lidar com tanto torque despejado pela correia dentada na roda traseira.
E, apesar do porte imponente, ela é mais ágil do que parece. Em baixa velocidade, é mais fácil de manobrar do que seus 2,425 m de comprimento nos fazem supor. A FXDR contorna curvas de alta com bom ritmo e sem raspar as pedaleiras ou a curta ponteira de escapamento no asfalto. Mas em uma serra mais sinuosa, o conjunto mostrou sua limitação.
A posição de pilotagem também não faz dela a moto ideal para longas viagens. As pernas estendidas e as costas arqueadas ajudam a controlar a FXDR 114, mas cansaram um pouco ao fim do dia. O modelo tem boa autonomia (cerca de 300 km) e banco solo, mas pode receber pedaleiras e um banco de garupa, vendidos como acessórios.
A nova FXDR 114 não tem preço definido, mas chega ao Brasil em dezembro. Em alguns mercados, o modelo é o mais caro da linha Softail, o que nos leva a estimar um valor em torno de R$ 80.000 – a Breakout, a Softail mais cara atualmente à venda por aqui, tem preço a partir de R$ 76.480.
A nova Harley-Davidson FXDR 114 ainda não trouxe toda a revolução que a marca promete até 2020, mas ainda assim demonstra que os engenheiros estão buscando fazer motos mais leves, ágeis e
divertidas de pilotar em viagens curtas e rápidas. Sem entrar no mérito do design, já que ao vivo é a FXDR 114 é ainda mais bonita.
O modelo deve atrair novos consumidor e também agradar os fãs da aposentada V-Rod que ficaram sem uma opção de power cruiser (ou seja, uma cruiser com bom desempenho) no line-up da marca.
* viagem a convite da Harley-Davidson
Confira o vídeo:
Ficha Técnica
Harley-Davidson FXDR 114 2019
Motor: Milwaukee-Eight 114, dois cilindros em “V”, oito válvulas
Capacidade cúbica: 1.868 cm³
Diâmetro x curso: 102 x 114 mm
Taxa de compressão: 10,5:1
Potência máxima: não declarada
Torque máximo: 16,5 kgf.m a 3.500 rpm
Câmbio: Seis velocidades
Transmissão final: Correia dentada
Alimentação: Injeção eletrônica
Partida: Elétrica
Suspensão dianteira: Garfo telescópio invertido com tubos de 43 mm de diâmetro e 130 mm de curso sem ajustes
Suspensão traseira: Monoamortecedor com 112 mm de curso e ajuste na pré-carga da mola
Freio dianteiro: Disco duplo de 300 mm com pinça de quatro pistões e sistema ABS
Freio traseiro: Disco simples de 292 mm com pinça de dois pistões e sistema ABS
Pneus: 120/70-ZR19 (Diant.) e 240/40-18 (Tras.)
Comprimento: 2.425 mm
Largura: Não disponível
Altura do assento: 720 mm
Distância do solo: 140 mm
Distância entre-eixos: 1.735 mm
Peso a seco: 289 kg
Peso em ordem de marcha: 303 kg
Tanque de combustível: 16,7 litros
Cores: Vivid Black, Black Denim, Industrial Gray Denim, Wicked Red Denim, Bonneville Salt Denim e Rawhide Denim
Preço: não definido
Simples e prático, o pequeno scooter Lindy 125 é uma novidade cada vez mais vista em nossas ruas. Nos primeiros três meses desse ano foram vendidas quase 500 unidades. Com preço sugerido de R$ 6.370, o Lindy 125 atrai quem trocou o carro pela moto e também os motociclistas recém-habilitados.
Fabricado pela chinesa Haojue, o Lindy 125 é montado em Manaus (AM) pela JTZ Motos. Assim como outros modelos do fabricante chinês, o scooter é vendido nas concessionárias Suzuki de todo o País.
Muitos dos compradores do scooter chinês o utilizam nos deslocamentos diários e precisam transportar objetos. Para isso, o Lindy conta com um espaço atrás do escudo frontal. Apesar de ser aberto, o porta-objetos é amplo e muito prático. O piloto também pode usar o gancho para pendurar a bolsa ou sacolas.
O espaço sob o banco do scooter de roda pequena é limitado, comporta apenas um capacete aberto do tipo jet. Para aliviar esse problema, o Lindy 125 já vem com um baú (com capacidade para 26 litros), onde cabe um capacete fechado.
O painel tem apenas o necessário, como velocímetro, hodômetro total e luzes espia. Comandos e manoplas de bom acabamento e encaixes justos nas partes plásticas sugerem que há cuidado na montagem do scooter de 125cc.
Um item muito bem-vindo no Lindy de origem chinesa é o pedal de partida. Embora ofereça a partida elétrica, o pedal pode ser usado para ligar o motor caso haja problema com a bateria. Só quem já enfrentou essa situação sabe como um pedal de partida é útil em um scooter.
Motorização
O Lindy vem equipado com motor de um cilindro, 124 cc, com arrefecimento a ar. Alimentado pelo antiquado carburador, o propulsor oferece 8,4 cv de potência máxima a 7.000 giros; e o torque de 0,92 kgf.m está disponível em 6.000 rpm. O câmbio é do tipo CVT, ou seja, automático.
Veja os scooters Haojue Lindy 125 anunciados no site MOTO.com.br!
Embora seja carburado, a JTZ Motos/Haojue declara que o consumo é de 35 km/litro. Com apenas 5,5 litros no tanque, sua autonomia fica restrita a pouco mais de 150 km.
Pesando apenas 110 kg (em ordem de marcha), o Lindy 125 tem rodas pequenas de 10 polegadas, calçadas com pneus sem câmara, que exigem muito cuidado com os buracos. Seu sistema de freio usa disco na dianteira e tambor na traseira.
O sucesso do Lindy 125 pode ser explicado pelos preços dos concorrentes. O Suzuki Burgman 125i custa R$ 7.490, enquanto o Yamaha Neo está cotado a R$ 8.190. Já o líder de vendas, Honda PCX, tem o preço de tabela de R$ 11.272. Ou seja, o principal argumento de vendas do Lindy 125 está no bolso do consumidor.
A Honda apresentou nesta segunda-feira (10) a linha 2019 da CB 250F Twister, naked de entrada da fabricante, com algumas novidades. A principal delas é a chegada do sistema de freios combinados ao modelo na versão básica. A topo de linha continua sendo a que possui freios ABS.
Além do sistema de freios que atende à legislação brasileira - em 2019, todas as motocicletas deverão sair de fábrica ou com CBS ou com ABS - a Twister ganhou novos gráficos e o painel digital agora apresenta indicadores de consumo instantâneo e médio.
Apesar de ganhar o sistema CBS, a versão de entrada segue com o mesmo preço sugerido: R$ 13.990. A versão com ABS teve redução de preço: dos R$ 15.330 da 2018, a CB 250F Twister 2019 tem preço sugerido de R$ 14.990.
As novas Twister estão disponíveis em toda a rede de concessionários da Honda e possuem três anos de garantia sem limite de quilometragem, além de sete trocas de óleo.
Foto: Divulgação
Um dos lançamentos mais aguardados de 2018, a Kawasaki Ninja 400 foi apresentada oficialmente na semana passada. De acordo com a fabricante, o modelo chega às concessionárias da marca na segunda quinzena de setembro.
No entanto, o público pode ter o primeiro contato com a novidade no próximo final de semana. A Rota K, concessionária da marca, organiza um test ride nos dias 25 e 26 de agosto, no Shopping Serra Azul, localizado no km 72 da Rodovia dos Bandeirantes, em Itupeva.
Segundo a Kawasaki, a Ninja 400 é um projeto totalmente novo e houve uma série de esforços para torná-la mais leve do que a Ninja 300. A novidade é 4 kg mais leve e mais potente do que a Ninja 300.
Para se inscrever para o test ride, basta acessar o link http://rotakawasaki.com.br/lancamentos/ninja-400/ e preencher o formulário.
Foto: Divulgação
Nas dicas do Destino Incerto, canal parceiro do MOTO.com.br, geralmente as orientações giram em torno do que fazer ou como se comportar em longas viagens de moto, independentemente do destino.
Estas dicas, entretanto, são sobre um destino bem específico: os Alpes Suíços. Ton, nosso parceiro de dicas de viagens, esteve pela região recentemente e divide conosco as experiências vividas.
Como se preparar para uma viagem aos Alpes Suíços? O que levar, quanto levar e quais os locais mais interessantes de visitar, entre outras orientações.
Para saber o que o Ton tem a dizer, é só dar o play no vídeo abaixo.
Confira:
Foto: Youtube/Reprodução











