Não é sempre que surgem ideias inovadoras que dão origem a uma nova categoria de motocicletas. Talvez por isso, a proposta da Honda em misturar a praticidade de um scooter com a versatilidade de uma moto aventureira no X-ADV tenha chamado tanto a atenção.
Apresentado em novembro passado no Salão Duas Rodas 2017, o X-ADV esgotou-se antes mesmo de chegar às lojas: as 50 primeiras unidades foram vendidas ainda no evento, mas só foram entregues em abril deste ano. A justificativa só pode mesmo ser a inovação por trás do X-ADV, afinal o preço sugerido de R$ 52.500 não é nada convidativo.
Para conferir, na prática, como é rodar com esse crossover, misto de scooter e trail, levamos o X-ADV para uma aventura no litoral sudeste do País. O roteiro mesclou as escorregadias e irregulares pedras pé-de-moleque da histórica Paraty (RJ), as curvas da Rio-Santos, estrada de terra e até areia na Vila de Trindade. Veja como ele se saiu.
Cruzamento de moto com scooter
Ao montar no X-ADV, percebe-se que ele é, mesmo, um cruzamento (tradução de crossover) entre moto e scooter. Afinal, o piloto vai sentado no banco e com os pés na plataforma, mas a posição de
pilotagem é mais ereta e o guidão parece o de uma moto trail, na qual os braços vão flexionados com o cotovelo aberto.
Na hora de dar partida, o X-ADV conta com sistema “Smart Key”, a chave de presença, como nos scooters SH 150 e 300 da própria Honda. Basta colocar o chaveiro no bolso e apertar o botão para acordar o motor bicilíndrico de 750cc, o mesmo da NC 750X.
A novidade fica por conta do câmbio automático DCT (Dual Clutch Transmission), com dupla embreagem, como nos automóveis de luxo. O sistema funciona no modo automático, que conta com a opção D (drive), com trocas de marchas suaves e em rotações mais baixas, e S (sport) que “estica” as marchas e efetua trocas em giros mais altos. Ainda é possível usar o modo manual, com as trocas feitas por meio de botões (+ e -) no punho esquerdo, mas não há manete de embreagem.
Na teoria, não é igual ao CVT dos scooters, afinal há embreagem automatizada e a transmissão final é feita por corrente. Mas, na prática, acaba sendo a mesma coisa: basta acelerar que o câmbio vai trocando as marchas.
O casamento entre o DCT e o bicilíndrico do X-ADV funciona muito bem, afinal o motor gira pouco – a potência máxima de 54,8 cv é alcançada já a 6.250 rpm – e as trocas automáticas evitam o corte de giro na faixa vermelha. O modo manual foi bastante útil para reduzir e equilibrar o scooter aventureiro nas muitas curvas da rodovia litorânea.
Ciclística robusta
Na parte ciclística, o X-ADV puxa mais para uma moto trail. Na dianteira, um garfo invertido com 153 mm de curso; já na traseira, balança monoamortecida com 150 mm. Para se ter uma ideia o curso das suspensões é praticamente o mesmo da NC 750X.
A vantagem é que o X-ADV usa suspensão invertida na dianteira e tem rodas raiadas, aro 17 na frente e 15, atrás. Com aros fixados na parte externa do aro, as rodas usam pneus de uso misto sem câmara, o que faria inveja a muita bigtrail, até mesmo à Honda Africa Twin.
E, para minha surpresa, o conjunto de suspensões e rodas trabalharam muito bem no calçamento irregular de Parati. O guidão largo e a posição ereta do X-ADV transmitiram a mesma confiança de uma moto trail e ajudaram a deixar para trás algumas motos street que sofriam para encarar as pedras do centro histórico.
Grandalhão ágil
Já a caminho de Trindade, o scooter aventureiro da Honda mostrou desempenho suficiente para acompanhar o ritmo da estrada – a velocidade máxima fica em torno de 180 km/h. A posição de pilotagem é confortável e dá até para esticar os pés na plataforma.
O para-brisa é pequeno, mas pode ser ajustado manualmente em cinco posições e oferece boa proteção aerodinâmica para um piloto de 1,70 m. À minha frente, um grande painel digital recheado de informações, com um conta-giros por barras e o velocímetro com destaque ao centro.
Mesmo com o porte avantajado de um maxiscooter e o peso de uma bigtrail (223 kg a seco, em função do câmbio), o X-ADV demonstra agilidade, ao menos para ir de uma curva a outra na estradinha sinuosa até a vila de Trindade. O conjunto é firme, mas tem bom amortecimento.
O câmbio DCT permite reduzir uma marcha para entrar nas curvas com o motor mais cheio e roda traseira no chão. É quase pilotar uma moto, mas sentado em um scooter.
Aventura tem limite
Antes de chegar à vila de Trindade, é preciso cruzar um pequeno riozinho de pedras. O que seria motivo de preocupação em um scooter não causou transtorno ao X-ADV, afinal não há perigo de entrar água na transmissão CVT e nem no escapamento, pois a ponteira é virada para cima.
Até então, confesso, ele tinha se mostrado mais aventureiro do que eu imaginava. As suspensões não deram fim de curso, nem em algumas lombadas, e eu tinha atravessado um rio de scooter!
Mas tive a ideia de rodar na praia. Havia chovido e a areia fofa da praia de Cepilho parecia ser mais firme do que era. Desci um pequeno caminho entre as pedras, comecei a acelerar. Minha alegria durou poucos metros até o X-ADV atolar. Pesado demais e com pneu traseiro de 160 mm, a aventura chegou ao limite. Difícil saber se uma moto trail, mais leve e com pneu mais estreito, teria se saído melhor. O jeito foi cavar para desatolar.
Na terra
Mas ainda faltava experimentar o scooter aventureiro na terra. Segui viagem até a praia de Prumirim, em Ubatuba, já no Estado de São Paulo. Da rodovia à praia há uma estrada de terra esburacada de aproximadamente cinco quilômetros.
O bom torque do motor e os pneus de uso misto permitem derrapadas divertidas, dignos de uma moto com vocação off-road. Apesar do peso, o X-ADV seguia bem até encontrar alguns buracos cobertos por poças dágua: aí então as suspensões encontraram seu limite e deram “fim de curso”. O jeito foi reduzir a velocidade, como teria de fazer em qualquer moto crossover, como a NC 750X ou a CB 500X.
X-ADV surpreende
Surpreendente. Assim posso resumir minha experiência com o X-ADV. Ele é mais aventureiro do que imaginava e seu comportamento se assemelha muito a de uma moto de verdade. E, de quebra, com o conforto e a praticidade de um scooter. Pode não ser uma bigtrail, mas surpreende.
A mais nova geração do câmbio DCT proporciona trocas de marchas imperceptíveis e é muito fácil de usar, além de ter casado bem com o motor bicilíndrico de baixos giros e bom torque. Sem falar nas vantagens do espaço sob o banco, que comporta um capacete fechado e tem tomada 12V para recarregar um celular. A plataforma protege os pés da sujeira e até da areia.
Difícil avaliar se vale a pena pagar os R$ 52.500 que a Honda pede pelo scooter. Importado, seu preço acaba sendo afetado pelos altos impostos, mas nem mesmo na Europa ele é “barato”. Custa 11.700
euros (R$ 51.000) em Portugal, mais caro até que a NC 750X com DCT, vendida por 8.490 euros (R$ 37.000).
Mas, se você tem essa grana e procura uma moto surpreendente, que oferece as facilidades de um scooter com a versatilidade de uma trail, “mais vale um gosto do que dinheiro no bolso”, já diz o ditado. E saiba que, em função do sucesso, mais três lotes do X-ADV devem desembarcar no Brasil até o final do ano.
Ficha Técnica
Honda X-ADV
Motor Dois cilindros em linha, OHC e arrefecimento líquido
Capacidade cúbica 745 cm³
Diâmetro x curso 77 x 80 mm
Taxa de compressão 10,7: 1
Potência máxima 54,8 cv a 6.250 rpm
Torque máximo 6,93 kgf.m a 4.750 rpm
Sistema de alimentação Injeção Eletrônica
Câmbio 6 velocidades de dupla embreagem (DCT)
Sistema de partida Elétrica
Chassi Diamond em aço
Suspensão dianteira Garfo telescópico invertido com 153 mm de curso
Suspensão traseira Monoamortecedor fixado por links com 150 mm de curso
Freio dianteiro Disco de 296 mm de diâmetro ABS
Freio traseiro Disco de 240 mm de diâmetro ABS
Pneu dianteiro 120/70 - 17
Pneu traseiro 160/60 - 15
Comprimento x Largura x Altura 2.245 x 910 x 1.375 mm
Distância entre-eixos 1590 mm
Distância mínima do solo 165 mm
Altura do assento 820 mm
Capacidade do tanque 13,1 litros
Peso seco 223 kg
Cores disponíveis Branco ou prata
Preço R$ 52.500 (base Estado de São Paulo)
A Honda lançou a linha 2019 da CG, a moto urbana de entrada da marca, com pequenas atualizações. As principais novidades são as novas rodas de liga-leve na versão mais vendida, a CG 160 Fan, e na versão de uso profissional, a CG 160 Cargo.
Para a CG 160 Titan, a mudança está nas três novas cores: vermelho e azul perolizado, além do prata metálico. Os grafismos também mudaram, com destaque para uma faixa na parte superior central, inspirada nas esportivas da marca.
Na CG 160 Fan, a versão mais vendida da moto, duas cores novas: além do já existente preto, o modelo ganha um novo vermelho e o cinza metálico, além de grafismos atualizados e as rodas de liga-leve com o mesmo design da Titan.
Por fim, a CG 160 Start também ganha a nova tonalidade de vermelho e mantém a opção em preto. A CG 160 Cargo permanece disponível em opção única no novo modelo, branco. As CG 125i Cargo e CG 125i Fan não sofreram alterações, seguindo da mesma forma que a versão 2018, nas cores branco, na primeira, e vermelho e preto, na segunda.
A CG 160 Titan, CG 160 Fan e CG 160 Start seguem equipadas com o monocilindro de 162,7 cm³ de cilindrada, que gera 15,1 cv (etanol) e 14,9 cv (gasolina) de potência máxima a 8.000 rpm. O torque é de 1,54 kgf.m (etanol) e 1,40 kgf.m (gasolina) a 6.000 rpm.
Nas CG 125i Fan e CG 125i Cargo, o propulsor segue sendo o monocilíndrico de 124,7 cm³ de cilindrada, com 11,8 cv de potência máxima a 8.500 rpm e 1,06 kgf.m de torque a 5.000 rpm. Os dois motores contam com transmissão de cinco velocidades e embreagem multidisco em banho de óleo.
Segundo a Honda, toda a linha CG tem três anos de garantia e sete trocas de óleo gratuitas e estará à disposição na rede de concessionárias a partir de setembro. Os preços públicos sugeridos com base São Paulo são:
MODELO ANO CORES PREÇO
CG125i Fan 2019 Preto, Vermelho R$ 7.161,00
CG125i Cargo 2019 Branca R$ 7.165,00
CG160 Fan Cargo 2019 Branco R$ 9.490,00
CG160 Start 2019 Vermelho e Preto R$ 8.390,00
CG160 Fan 2019 Preto, Vermelho e Cinza Metálico R$ 9.390,00
CG 160 Titan 2019 Vermelho e Azul Perolizado, e Prata Metálico R$ 10.490,00
Simples e prático, o pequeno scooter Lindy 125 é uma novidade cada vez mais vista em nossas ruas. Nos primeiros três meses
desse ano foram vendidas quase 500 unidades. Com preço sugerido de R$ 6.370, o Lindy 125 atrai quem trocou o carro pela moto
e também os motociclistas recém-habilitados.
Fabricado pela chinesa Haojue, o Lindy 125 é montado em Manaus (AM) pela JTZ Motos. Assim como outros modelos do fabricante
chinês, o scooter é vendido nas concessionárias Suzuki de todo o País.
Muitos dos compradores do scooter chinês o utilizam nos deslocamentos diários e precisam transportar objetos. Para isso, o
Lindy conta com um espaço atrás do escudo frontal. Apesar de ser aberto, o porta-objetos é amplo e muito prático. O piloto
também pode usar o gancho para pendurar a bolsa ou sacolas.
O espaço sob o banco do scooter de roda pequena é limitado, comporta apenas um capacete aberto do tipo jet. Para aliviar esse
problema, o Lindy 125 já vem com um baú (com capacidade para 26 litros), onde cabe um capacete fechado.
O painel tem apenas o necessário, como velocímetro, hodômetro total e luzes espia. Comandos e manoplas de bom acabamento e
encaixes justos nas partes plásticas sugerem que há cuidado na montagem do scooter de 125cc.
Um item muito bem-vindo no Lindy de origem chinesa é o pedal de partida. Embora ofereça a partida elétrica, o pedal pode ser
usado para ligar o motor caso haja problema com a bateria. Só quem já enfrentou essa situação sabe como um pedal de partida é
útil em um scooter.
Motorização
O Lindy vem equipado com motor de um cilindro, 124 cc, com arrefecimento a ar. Alimentado pelo antiquado carburador, o
propulsor oferece 8,4 cv de potência máxima a 7.000 giros; e o torque de 0,92 kgf.m está disponível em 6.000 rpm. O câmbio é
do tipo CVT, ou seja, automático.
Veja os scooters Haojue Lindy 125 anunciados no site MOTO.com.br!
Embora seja carburado, a JTZ Motos/Haojue declara que o consumo é de 35 km/litro. Com apenas 5,5 litros no tanque, sua
autonomia fica restrita a pouco mais de 150 km.
Pesando apenas 110 kg (em ordem de marcha), o Lindy 125 tem rodas pequenas de 10 polegadas, calçadas com pneus sem câmara,
que exigem muito cuidado com os buracos. Seu sistema de freio usa disco na dianteira e tambor na traseira.
O sucesso do Lindy 125 pode ser explicado pelos preços dos concorrentes. O Suzuki Burgman 125i custa R$ 7.490, enquanto o
Yamaha Neo está cotado a R$ 8.190. Já o líder de vendas, Honda PCX, tem o preço de tabela de R$ 11.272. Ou seja, o principal
argumento de vendas do Lindy 125 está no bolso do consumidor.
Assim como os seres humanos, as motos sentem a passagem do tempo. As peças plásticas perdem o brilho e surgem muitos barulhos que podem até tirar o prazer de rodar com sua companheira de duas rodas. Mas, acredite, assim como é possível envelhecer com saúde, também se pode conservar sua moto sempre pronta para um passeio no domingo ou uma longa viagem.
Parece um sonho, mas é possível ter uma moto assim. Para isso basta ter alguns cuidados básicos e evitar erros comuns na
forma de pilotar. Conversamos com o experiente mecânico Olavo Antônio Júnior, da concessionária Honda STR, de Osasco (SP),
que deu dez dicas para conservar sua moto sempre nova.
1 - Fique atento às revisões
Ficar atento às indicações do Manual do Proprietário e fazer as revisões na quilometragem ou no prazo indicado pelo
fabricante, é fundamental para conservar a moto em boas condições. A primeira revisão – feita geralmente aos 1.000 km – é
muito importante para garantir vida longa à sua moto. Nas revisões seguintes, folga das válvulas, condições da linha de
combustível, bombas e velas são conferidas e reguladas. Além disso, são feitas averiguações importantes em itens, como
suspensões e freios.
2 - De olho no nível
O lubrificante é muito importante para a durabilidade do motor. Ele tem a função de diminuir o atrito entre as partes móveis do motor e câmbio. Por isso sua troca deve ser feita em intervalos recomendados pelo fabricante, porém muita gente esquece de verificar o nível (e completar se necessário). O fabricante recomenda a verificação do nível de óleo toda vez que for rodar com a moto.
3 - Relação equilibrada
A relação final (apelido do conjunto corrente, coroa e pinhão) também exige atenção. A corrente deve estar sempre regulada,
não podendo estar muito esticada ou folgada, para evitar o risco de travamento da roda ou o rompimento dos elos. A
verificação e lubrificação devem ser feitas a cada 1.000 km ou sempre que a moto rodar na chuva ou em estradas de terra.
4 - Na pressão certa
Calibrar os pneus é um hábito fundamental para manter a moto em boas condições. Eles devem estar sempre na pressão
recomendada pelo fabricante (informada no Manual do Proprietário ou num adesivo na balança traseira). Rodar com o pneu murcho
força o motor e aumenta o consumo de combustível. Mas não exagere: pneu muito cheio pode comprometer a suspensão e o
conforto.
5 - Comandos em ação
Muitos motociclistas nem sabem que é preciso lubrificar os cabos do acelerador e da embreagem. A cada 12.000 km é importante verificar as condições desses componentes. Caso o acionamento dos manetes estiver difícil é bom ficar atento, pois pode faltar lubrificação ou a folga estar errada. Com isso existe o risco do cabo se romper. A mesma atenção deve ser dada aos pedais de freio e do câmbio, que devem ser verificados e regulados periodicamente.
6 – Em qualquer clima
Sempre que rodar por lugares com muita poeira, lama ou água do mar é importante uma lavagem completa da moto para evitar a
corrosão. O filtro de ar também deve ser limpo ou substituído quando a moto for usada constantemente em locais muito poluídos ou na terra. Quando possível, evite deixar a moto exposta aos raios solares que tiram o brilho da pintura e ressecam partes
plásticas e o banco.
7 – No “talo”
Rodar com a moto em rotação máxima, com o acelerador totalmente aberto, força o motor e diminui sua vida útil. O mecânico
Olavo lembra que as motos de baixa cilindrada devem ser usadas de acordo com a sua potência. “Forçar o motor por longos
períodos ocasiona desgaste de peças internas. Por isso é preciso respeitar a limitação de giro, principalmente nas motos de
baixa cilindrada”, ensina o mecânico da STR Motos.
8 – Vai na “manha”
As acelerações bruscas, ou levar a rotação do motor até a faixa de corte, comprometem a durabilidade do motor e da relação.
Não é preciso andar devagar e sim evitar “trancos” nas acelerações e trocas de marchas. Uma pilotagem suave, com fluidez,
aproveitando o torque do motor, garante vida longa à sua moto.
9 – Não jogue dinheiro fora
Assim como nas acelerações, as frenagens radicais, a ponto de arrastar o pneu, causam grande prejuízo. Esse hábito aumenta o desgaste dos pneus, das pastilhas e dos discos de freios, e pode afetar até as suspensões. Quem antecipa a desaceleração e usa o freio motor nas reduções de velocidade economiza combustível e aumenta a durabilidade da moto. Além de pilotar de forma mais segura.
10 – Cuidado na hora de abastecer
É difícil conferir a qualidade do combustível que compramos e o que resta é procurar um posto de confiança. Postos com preços muito abaixo da média podem fornecer gasolina “batizada”. Esse tipo de combustível acelera o desgaste de peças internas e aumenta o consumo. Peça ao frentista para abastecer até a marca limite, indicada no bocal, e assim não correr o risco de derramar combustível no tanque. Caso isso aconteça, lave imediatamente com bastante água e sabão.
Adriana Furtado & Fernando Tirolo Gomes
Já reparou ultimamente na onda de pessoas que estão largando tudo para viajar o mundo? É como se aquela história do bichinho da viagem tivesse evoluído e as pessoas não querem mais fazer apenas viagens de férias mas sim viajar como um estilo de vida! Sendo de Kombi, van, moto ou até mesmo de carona.
O Fê e eu iniciamos nossa jornada em Julho de 2017 quando decidimos largar tudo e cair na estrada com a nossa moto em busca de um novo estilo de vida.
Nos conhecemos em Londres e logo compramos uma Yamaha XJ6-S Diversion zeradinha - o nome dela é Blue. Pegamos a Blue e toda oportunidade que tínhamos (final de semana, feriado prolongado) saímos viajando não só pelo interior da Inglaterra mas também outros lugares como País de Gales, Escócia, Irlanda, Irlanda do Norte, França, Bélgica, Holanda e até uma viagem mais longa (3.000km) para os Alpes Italianos onde ficamos no topo de uma montanha atolados pela neve (foi nossa primeira vez vendo neve de verdade!).
Foi em Julho de 2015 quando decidimos fazer nossa primeira viagem longa de verdade, mais 10.000 quilômetros saindo de Londres e indo até Istambul passando por mais de 20 países em pouco mais de 20 dias. Depois em Dezembro daquele mesmo ano decidimos conhecer Espanha e Marrocos de moto. Apesar de muita gente alertar que seria perigoso, saímos novamente com a Blue por caminhos desconhecidos, querendo aprender uma cultura totalmente diferente da Europeia, sonhando com o deserto do Saara e o calor. Foi incrivel! Tivemos um choque cultural muito grande. Nômades do deserto, chamados de Bérberes, que falavam só a língua deles nos convidaram na sua tenda tomar um chá. Com muita linguagem corporal tentamos conversar e a sorte nossa de ter um Italiano viajando há 8 anos de bicicleta sozinho que nos ajudou a traduzir algumas coisas.
Esse momento que parecia um sonho, foi a inspiração que faltava para criar a coragem. Com a vontade de sair pelo mundo faz tempo mas todas as dúvidas, medos e o desconhecido faziam que a gente só pensasse nisso depois da aposentadoria.
Em uma outra viagem pelo interior da Inglaterra uma senhora de 70 e poucos anos da Nova Zelândia estava acampando no mesmo lugar que a gente. Ela viajava sozinha com uma Vespa 125, indo sentido Itália para o encontro mundial de Vespa. Fernando estava admirado a vontade da senhora e disse do nosso plano de aposentadoria. Ela retrucou para ele e disse “Agora você é jovem, e tem saúde!
Depois só fica mais difícil. Escuta o que estou dizendo”.
Nossas experiências nas viagens com pessoas que estavam fazendo aquilo que queríamos nos fez tomar a decisão de sair com o que temos e viajar o mundo de moto. A melhor parte da nossa viagem
continua sendo conhecer pessoas e não tem um momento que o arrependimento tenha batido em nós.
Hoje vemos porque aqueles encontros nos ajudaram a entender que não fazia sentido trabalhar 11 meses para viver nosso sonho por um mês. Agora estamos realizando nosso sonho o ano todo, vivendo o presente, aprendendo coisas novas e conhecendo pessoas incríveis todos os días.
Aprendemos que o mundo têm mais gente de coração bom e que o tempo agora passa devagar sem rotinas. Estamos vivendo um Estilo de Vida Viajante (é assim que chamamos nosso projeto nas mídias
sociais). Ter largado tudo para viver nossos sonhos valeu a pena mesmo!
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