Quem chega de Harley-Davidson a algum lugar sempre chama atenção. Mesmo quem não entende (ou não gosta) de motos, aprecia os cromados e o som
imponente do lendário motor de dois cilindros em “V”. Para desfrutar desse status basta ter R$ 20 mil na conta bancária e procurar um bom exemplar da Sportster 883, abaixo do modelo 2008. Mas, antes de fazer o cheque, veja os problemas comuns e os desafios de ser proprietário de uma Harley usada.
Existem muitas versões da Sportster 883, porém abaixo de R$ 20 mil, você encontrará em sua maioria a esportiva XL 883R ou o modelo Standard. A grande mudança na 883 aconteceu em 2006, quando a moto ganhou injeção eletrônica.
Conversamos com o mecânico André Pastor, da Vitória Moto Peças, oficina especializada em Harley-Davidson na capital paulista. André, também conhecido como “Cabelo”, lembra que, embora as versões carburadas sejam mais tradicionais e em alguns casos até mais valorizadas, no dia a dia o carburador precisa de constantes regulagens. “O carburador não se acostuma a nossa gasolina misturada com álcool e os problemas são constantes”, afirma o profissional. Por isso, a versão injetada dá menos manutenção e ainda economiza gasolina.
André também destaca um problema crônico nos rolamentos de rodas. “Muitas vezes na hora de trocar o pneu ou consertar um furo, o retentor não é colocado novamente. O resultado é que o rolamento perde a graxa, fica sujo e se desgasta. “Não deve haver folga lateral na roda ou barulho de rolamento, se for o caso é preciso substituir a peça”. A troca fica em torno de R$ 400 e, se for um modelo com freios ABS, o valor estimado é de R$ 700.
O mesmo cuidado deve ser dedicado à correria dentada de transmissão final. A durabilidade é superior a 100 mil km, mas é preciso conferir o estado dos ressaltos (dentes) que fazem o encaixe nas polias. “Se o dono rodou na terra e uma pedra se alojou na correia ela poderá estar danificada”. Trocar uma correia custa caro: em torno de R$ 3.000.
Manutenção cara
O custo de manutenção é um fator a ser levado em conta antes de comprar uma Harley usada. Um simples manete, por exemplo, supera os R$ 500, enquanto o disco de freio chega a R$ 1.800 (veja tabela de preços).
Na busca de diminuir o custo de manutenção, muitos donos de Sportster usam peças de carros na hora do conserto. Um exemplo é a cebolinha do freio, que pode ser substituída pela do Fusca. Se houver problema com a bomba de combustível é possível usar o refil da bomba do Chevrolet Corsa.
Mas, se os custos de manutenção não te assustam saiba que, além do status, a Harley-Davidson 883 também oferece uma boa aceleração que permite
ultrapassagens seguras. Seu motor Evolution, com dois cilindros em V a 45º e refrigerado a ar atinge a potência máxima de 51 cv, mas o destaque fica para o torque máximo de 7 kgf.m a 4.000 giros. Graças ao câmbio de cinco marchas é possível uma tocada tranquila em viagens curtas. Seu tanque de combustível tem capacidade para 12,5 litros o que restringe a autonomia.
Mesmo que você se empolgue e ache uma moto em ótimas condições, não deixe de pedir a opinião de um profissional. Em resumo, a Harley 883 (assim como todos os outros modelos da marca) não é moto para principiantes. Ou você tem um bom dinheiro e um profissional de confiança para mandar fazer a revisão periódica sem se preocupar com os gastos, ou tem conhecimento mecânico para fazer a manutenção em casa. Caso contrário poderá ter mais tristezas do que alegrias e sua Harley poderá ficar mais tempo parada na garagem do que desfilando com você.
Preços das peças de reposição
Pesquisamos os preços de peças de reposição originais e algumas sugestões de peças paralelas. Confira os valores
Manete de freio R$ 370
Manete de embreagem R$ 380
Manete de freio e embreagem cromado (paralelo, marca Drag Specialties) R$ 380,00 o par
Filtro de ar R$ 350
Filtro de ar K&N lavável R$ 520
Filtro de óleo (marca Hiflo) R$ 70
Disco de Freio (dianteiro) R$ 1.800 cada
Disco de Freio paralelo (dianteiro) R$ 950 cada
Pisca dianteiro R$ 490
Cabo de acelerador A e B (paralelo) R$ 598
Pneu Dianteiro Metzeler ME 888 R$ 490
Pneu Traseiro Metzeler ME 888 R$ 680
A Harley-Davidson aposta suas fichas na Iron 883 com seu estilo, ao mesmo tempo retrô e agressivo, para atrair o público jovem para a marca. Para isso Harley-Davidson vem fazendo algumas mudanças em seu modelo de entrada. A nova Iron 883 conta com suspensões melhores e banco mais confortável que as primeiras Sportsters. Seu preço sugerido parte dos R$ 42.400,00.
A nova Iron 883 tem um visual mais sombrio, preto, sendo um símbolo do movimento anticromado, podendo até mesmo ser classificada como minimalista. A fabricante, porém não mexeu no conjunto motriz da motocicleta que é a porta de entrada para o mundo Harley-Davidson. A Iron utiliza o motor Evolution, um V2 a 45 graus, com comando por vareta e refrigeração a ar com 883 cm³ de capacidade, o mesmo usado desde os anos de 1980; e o câmbio de cinco velocidades.
O motor V2 que equipa a Iron 883 mostra sua força já a partir dos 1.600 giros, mas ela também acaba cedo: o torque máximo de 6,83 kgf.m chega a 3.750 rpm. A potência não é declarada pela Harley-Davidson.
A Harley-Davidson Iron 883 proporciona arrancadas, e retomadas, vigorosas e empolgantes, apresentando torque para rodar com tranquilidade na estrada. Se você busca por alta velocidade final, esta não é sua moto, já que a velocidade máxima fica nos 150 km/h. O consumo fica na casa dos 22 km/l.
Em vez de criar um novo motor, a Harley optou por melhorar a parte ciclística da Iron. Suas suspensões são bem melhores que nos modelos anteriores, "pulando" e "batendo" menos nas irregularidades do solo, mostrando um funcionamento mais progressivo.
Os dois amortecedores traseiros são mais bem acabados e robustos. O sistema bichoque absorve melhor as ondulações das ruas paulistanas e não chega ao fim do curso (41 mm) em qualquer buraco, oferecendo ainda ajuste na pré-carga da mola. Vale ressaltar a altura do banco, que conta com mais espuma e novo acabamento: a apenas 760mm do solo.
As rodas de nove raios contam com acabamento diferenciado, com pintura preta nos e detalhes usinados que remetem às motos customizadas, feitas em liga de alumínio, colaborando com o conjunto de suspensões para o piloto rodar com mais suavidade. Seus discos com pinças de dois pistões nas duas rodas são equipados com sistema ABS de série, ajudando a tornar a frenagem da Iron 883 mais segura, principalmente no piso molhado.
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Apesar de ser a Harley-Davidson mais acessível no Brasil, o logo com a águia americana no tanque e o visual “dark”, com quase todas as peças pintadas em preto, a moto chama a atenção de quem está por perto, seja a pé, em outra motocicleta ou nos carros.
Mais confortável, a posição de pilotagem da Iron 883 permanece sendo urbana. O motociclista vai sentado, com as pernas flexionadas, joelhos abertos e os braços retos, apoiados no guidão estilo drag-bar que circula bem nos corredores. A falta de proteção aerodinâmica e a baixa autonomia dos 12,5 litros do tanque, porém, limitam sua vocação para viagens mais longas.
O painel com um único mostrador tem velocímetro de leitura analógica, e uma pequena tela de LCD, que alterna entre relógio, hodômetros, autonomia, marcha engatada e conta-giros. Um item de série bem prático é o Key Fob (chave de presença da Harley-Davidson), que dispensa o uso da chave para dar partida. Basta carregar o chaveiro no bolso, que ele ativa a moto ou desativa e aciona o alarme por proximidade.
Ficha Técnica: Harley-Davidson Iron 883
MOTOR
MOTOR:Evolution® refrigerado a ar
DIÂMETRO DO CILINDRO 76,2 mm
CURSO DO ÊMBOLO 96,8 mm
CILINDRADA 883 cc
TAXA DE COMPRESSÃO 9:01
SISTEMA DE COMBUSTÍVEL Injeção eletrônica de combustível por portas sequenciais (ESPFI)
ESCAPAMENTO Distribuidores do escapamento e silenciadores pretos
DIMENSÕES
COMPRIMENTO 2.185 mm
ALTURA DO ASSENTO, SEM PESO 760 mm
DISTÂNCIA MÍNIMA DO CHÃO 140 mm
ÂNGULO DE INCLINAÇÃO (COLUNA DE DIREÇÃO) (GRAUS) 30
TRAIL 117 mm
DISTÂNCIA ENTRE OS EIXOS 1.515 mm
PNEU DIANTEIRO, ESPECIFICAÇÃO 100/90B19 57H
PNEU TRASEIRO, ESPECIFICAÇÃO 150/80B16 77H
CAPACIDADE DE COMBUSTÍVEL 12,5 l
CAPACIDADE DE ÓLEO (C/FILTRO) 2,6 l
PESO, CONFORME EXPEDIDO 247 kg
PESO, EM BOAS CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO 256 kg
DESEMPENHO
TORQUE DO MOTOR 6,83 kgf.m a 3.750 rpm
ÂNGULO DE INCLINAÇÃO, DIREITA (GRAUS) 27
ÂNGULO DE INCLINAÇÃO, ESQUERDA (GRAUS) 28
ACIONAMENTO
ACIONAMENTO PRIMÁRIO Corrente, 34/57
RELAÇÃO DAS ENGRENAGENS - 1ª (GERAL) 10,41
RELAÇÃO DAS ENGRENAGENS - 2ª (GERAL) 7,436
RELAÇÃO DAS ENGRENAGENS - 3ª (GERAL) 5,531
RELAÇÃO DAS ENGRENAGENS - 4ª (GERAL) 4,584
RELAÇÃO DAS ENGRENAGENS - 5ª (GERAL) 3,931
CHASSI
RODA DIANTEIRA, TIPO Pretas de 9 raios com detalhes usinados
RODAS, TIPO TRASEIRA Pretas de 9 raios com detalhes usinados
FREIOS TIPO CÁLIPER Pistão duplo na dianteira e na traseira
BATERIA
LUZES (DE ACORDO COM NORMAS NACIONAIS), LÂMPADAS INDICADORAS Farol alto, ponto morto, baixa pressão do óleo, pisca, diagnóstico do motor,
advertência de nível baixo de combustível, bateria fraca, sistema de segurança, ABS (opcional)MEDIDORES Velocímetro eletrônico com odômetro instalado sobre o guidão, relógio de hora do dia, odômetro parcial duplo, luz indicadora de baixo nível de combustível, luz indicadora de baixa pressão do óleo, leitura do diagnóstico do motor, luzes indicadoras LED
PREÇO (SUGERIDO)
COR R$ 42.400
HARD CANDY CUSTOM R$ 43.550
Fotos: Alexandre Ciszewski/MOTO.com.br e Divulgação/H-D do Brasil
Acostamentos: como o motociclista deve lidar com eles? Essa área das rodovias requer muita atenção dos pilotos e paradas devem ser evitadas. Caso não exista opção e a parada se torne necessária, o que fazer para minimizar os riscos?
Ton, do Destino Incerto – parceiro do MOTO.com.br – preparou um vídeo para explicar o que fazer caso seja necessário estacionar a moto em um acostamento.
Confira:
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Foto: YouTube/Reprodução
Eu confesso que nunca havia acompanhado o Mundial de Motovelocidade pela televisão, mas sempre acompanhei muitos fãs da MotoGP, sua admiração pelos
pilotos e a vibração ao contar como havia sido a prova no final de semana anterior. Mas como Maomé não foi ia até a montanha a MotoGP veio até mim em um convite para guiar 17 motos até o Autódromo de Thermas de Rio Hondo, na Argentina.
O tour foi idealizado pelo Thales Monteiro, também guia na TRX (Triumph Experience). Nesta segunda edição havia alguns rostos conhecidos e muitos participantes novos. Saímos em duas turmas, parte de São Paulo e parte de São José dos Campos, de onde eu trouxe 10 pilotos seguido pelo carro de apoio. E o grande encontro foi na Castelo Branco, na altura de Tatuí. Quando todas as motos se reuniram tive a dimensão do evento e pude ver nos olhos de cada um a expectativa para a expedição.
Saindo do Brasil (São José dos Campos - Puerto Iguazú)
Nosso primeiro dia foi repleto de rodovias largas e limpas com bastante visual. Dom Pedro e Castelo Branco nos levaram com tranquilidade e conforto até Londrina.
O grupo se mostrou competente e viajou praticamente unido, nos reuníamos nos pedágios e postos a cada 180 km em média.
No segundo dia, deixamos Londrina para seguir por estradas mais estreitas, com mais curvas e belos visuais rurais. Esta região do estado do Paraná tem uma produção agrícola bem desenvolvida e nossos olhares se perdiam nas curvas de nível das plantações. Alguns caminhões e o cruzamento de cidades não foram suficientes para atrapalhar nossa missão de dormir na Argentina. Chegamos a Foz do Iguaçu e fomos diretamente à Aduana com Passaporte/RG, documentos da moto, permissões e carta verde em mãos e após uns 40 minutos de espera cruzamos o rio Iguaçu, que divide Foz de Puerto Iguazú, na Argentina. À noite comemoramos a conquista em uma parrila com música chamada El Quincho del Tio Querido.
Atravessando a Argentina (Puerto Iguazú - Thermas do Rio Hondo)
Agora já em território Argentino seguimos pela Ruta 12 até o primeiro pedágio onde a corrente da minha moto (recém-trocada) resolveu estourar. Por sorte aconteceu quando ia deixar o pedágio, e não em alta velocidade. O carro de apoio me carregou até Eldorado, a cidade mais próxima e seguiu viagem. Para o meu azar a corrente empenou e não foi possível reparar. Então eu e o mecânico local rodamos o pueblo em uma scooter até encontrar uma “cadena” que atendesse.
Com a moto consertada após duas horas, criei uma estratégia para me deslocar rápido fazendo o mínimo de paradas possível. Se minhas contas estivessem certas e eu mantivesse não mais que 140 km/h eu faria apenas 2 abastecimentos e compriria os 600 km do dia. Na primeira parada comprei alfajores que seriam minha alimentação. A técnica deu tão certo que eu passei pelo grupo logo em Posadas e me dei conta bem a frente quase em Corrientes. Então aguardei para entramos juntos na cidade.
O nosso destino estava a 700 km, e a Ruta 89 depois de Presidencia Roque Saéns Peña se resumia em uma reta escaldante. Mas o desafio não abalou a equipe agora já bem amiga e seguimos viagem. Nessa altura a estrada já estava cheia de motociclistas que também iam assistir a corrida. Nos postos todos se perguntavam de onde os demais haviam partido e admirávamos as motos de todos modelos. No final da tarde um susto, um dos nossos pilotos perdeu o controle da Explorer em uma reta e foi ao chão em alta velocidade. Eu só vi a fumaça subindo e assim que cheguei mandei dois sinalizarem a estrada e, enquanto buscava o kit de primeiros socorros, caçava com os olhos o paradeiro do piloto que não estava perto da moto. Foi quando eu vi uma pessoa se levantando. Por muita sorte, muita sorte mesmo, não havia acontecido absolutamente nada com o piloto. Mas a moto ficou bem danificada e subiu na carreta do carro de apoio que levou o piloto até o hospital em Rio Hondo. Passado o susto chegamos ao nosso destino e festejamos na entrada da cidade com direito a fotos.
Uma aventura nos Andes (Thermas do Rio Hondo - Tafi del Valle)
Sexta de MotoGP e o grupo se dividiu. Parte foi ver os treinos livres e eu levei 10 motos para Tafi del Valle a 180 km dali. No caminho para lá atravessamos um dos lugares mais incríveis que eu já passei de moto. Uma estrada que serpenteia por um vale subindo e descendo escarpas entre a mata seguindo um rio de águas revoltas que batalham para atravessar o leito de pedras, uma Serra do Rio do Rastro sem fim em pleno Chaco Argentino. Almoçamos em Tafi bons cortes de carne no simpático Rancho Félix. Na sequência subimos parte da cordilheira dos Andes até o Infiernillo o ponto mais alto da região. Ali algumas casas bem rústicas exibiam o artesanato local e algumas lhamas descansavam a frente do local. Já estávamos inseridos em outra realidade: o visual, a arquitetura, a arte e as cores locais eram encantadores. Na volta paramos no belo Dique La Angostura em Mollar para fotos. A chuva na serra não assustou os pilotos e vencemos suas curvas e relevo com coragem. Um dia pitoresco que já valeria a viagem!
MotoGP
Sábado e Domingo a atração era a MotoGP! No autódromo milhares de visitantes estavam presentes muito deles motociclistas. A estrutura grande e organizada tinha opções de comida, lojas e um palco para shows. No sábado houveram mais treinos e no domingo as corridas! Na Moto3 e Moto2 os pilotos mais jovens competiram com garra e na hora da Grande Prêmio a tribuna do Valentino Rossi parecia que desmoronaria de tanta festa ao ver a Yamaha 46 acelerando pelo Autódromo. As bandeiras mergulhavam os torcedores em um mar de verde e azul que se mesclava com a fumaça dos sinalizadores. Infelizmente o piloto tinha poucas chances de ganhar mas a cada volta acompanhávamos a conquista de algumas posições. Quem brilho no dia foi Marc Marquez, após as trapalhadas na largada que lhe custaram punições o piloto recuperou as posições perdidas como se soubesse um caminho secreto no autódromo. Mas a ousadia transformou o que seria uma conquista heróica em motivo de vaias quando derrubou Valentino em busca do seu objetivo. O vencedor foi o inglês Cal Crutchlow que participou do disputado grupo que correu a frente como se estivessem separados em outra corrida. Hora de voltar para o hotel, detalhe, sem capacete se quiser. Mesmo com bastante policiamento o item de segurança era opcional e muitos aproveitaram a oportunidade de não usá-lo.
Calor e estrada (Thermas do Rio Hondo - Foz do Iguaçú)
“A estrada é longa e o caminho parece um deserto”! O primeiro dia da volta de longe foi o dia mais difícil de viagem. O sol foi impiedoso e rodamos com temperaturas próximas a 40º. O cansaço estava no rosto de cada um quando retirávamos os capacetes. 700 km nos separavam de Resistência e Corrientes, por sua vez separadas pela majestosa ponte General Belgrano que passa sobre o caudaloso Rio Paraná. Um belo troféu após o dia exaustivo.
No segundo dia, os poucos graus a menos já eram um alívio e logo estávamos de volta à Ruta 12 que após Posadas na Província histórica de Misiones é ladeada por florestas e belas represas até a divisa entre os países.
Das cataratas até em casa (Foz do Iguaçu - São Paulo)
Como é bom falar e ouvir em português novamente! Na manhã em foz parte do grupo aproveitou para visitar as Cataratas do Iguaçu. Eu já havia ido muitas vezes, mas as quedas impressionam como se fosse a primeira vez. A cada mirante, a cada ângulos que contemplávamos as cataratas a água despencava de forma diferente e várias outras cachoeiras podiam ser vistas ao fundo. Simplesmente um espetáculo imperdível. Pela tarde 400 kms até Maringá.
O último dia amanheceu com uma inquietação: estávamos a 800 km de São José dos Campos. Alguns se entreolhavam nervosos. Mas a tensão se desfez aos
poucos quando vencíamos bravamente a distância em um dia azul e sombreado ótimo para pilotagem. Após a despedida próximo a Sorocaba seguimos até a Dom
Pedro e o dia se despediu com um céu com tons de rosa e azul pouco antes de chegarmos ao destino onde a família dos “pilotos da MotoGP” aguardavam
ansiosas o retorno. Para mim faltava ainda um pouco até São Paulo mas o que eram 100 kms após 10 dias e mais de 5.300 km de estrada para dormir na minha cama?
Texto e Fotos: Ton Pederneiras
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Visor é composto de uma tela transparente que permite ver informações como velocidade, navegação e sinais de trânsito sem precisar desviar os olhos da pista
A Ford se inspirou em tecnologias usadas em caças a jato para desenvolver seu novo mostrador de alerta para carros. O painel permite ao motorista ver informações como velocidade, navegação e sinais
de trânsito sem precisar desviar os olhos da pista. Comparado a outros sistemas do tipo, sua principal vantagem é poder ser usado com óculos de sol polarizados. O primeiro carro a contar com essa
tecnologia será o Focus de nova geração na Europa.
A montadora explica que o novo visor é composto de uma tela de policarbonato transparente instalada na parte superior do painel, à frente do volante, e um projetor de luz embutido.
Diferentemente das telas tradicionais do gênero, cujas ondas de luz vibram paralelamente à estrada, o novo mostrador emite ondas de luz que vibram de forma perpendicular, possibilitando uma visão
clara através das lentes polarizadas. Sua tela de policarbonato conta com um revestimento refletivo multicamada que permite aos engenheiros controlar a polarização, cor, transmissão e reflexão de
luz de acordo com as necessidades do sistema.
Glen Goold, engenheiro-chefe de programas da Ford Europa, destaca que os óculos polarizados podem fazer uma grande diferença na visibilidade de quem dirige sob sol forte em superfícies com reflexo,
como água, neve ou mesmo asfalto. "Nosso novo mostrador permite a todos os motoristas visualizar as informações e alertas que desejar sem precisar olhar para baixo e ter de reajustar o foco",
comenta.











