Sistema permitirá controlar ações centrais do carro, desde o ar-condicionado às janelas. Companhia informou que apresentará novo Android Auto na conferência I/O
No último ano, o Android Auto se manteve neutro. Mesmo depois de tornar o aplicativo independente - removendo a exigência do carro, a iniciativa ainda não tinha ganhado tração.
Ainda esperamos para que a maioria dos nossos apps favoritos entrem na jogada, incluindo o Waze, que foi prometido no ano passado durante a conferência para desenvolvedores I/O.
De forma geral, o Android Auto não avançou além do seu conceito inicial. Entretanto, uma nova parceria com a Audi e Volvo tem como objetivo levar o app a uma nova fase. De acordo com um
href="https://blog.google/products/android/smarter-cars-powered-android/" target="_blank"> post publicado em seu blog, o Google está levando o Android Auto diretamente aos carros, com um painel exclusivamente Android. No ano passado,
durante a mesma I/O, nós tivemos a oportunidade de ver um Maserati alimentado com o Android, mas agora o Google parece estar sério em avançar e entregar sua visão para carros conectados.
O gerente do projeto Haris Ramic disse que o novo sistema irá trabalhar com apps familiares como o Google Maps, Spotify e NPR, mas também “poderia permitir que você controle o seu ar condicionado, o teto solar e as janelas.”
Além disso, o novo sistema irá se integrar com o Google Assistant, de forma semelhante como a Apple fez com a Toyota e outras fabricantes com o Siri Eyes Free. Anteriormente, o Google havia anunciado que também acrescentaria o assistente
do Google ao Android Auto.
A Bloomberg News coloca mais contexto à notícia, reportando que motoristas não precisarão conectar um aparelho Android em seus carros para acessar qualquer recurso do sistema, e montadoras terão a habilidade de personalizar os controles,
interface, e aplicações pré-carregadas no sistema operacional, assim como fabricantes de telefones fazem.
A versão do software que a Bloomberg viu possui “três janelas principais para usuários: um painel central para rodar música, fazer ligações e navegação: outra com uma rede de funções centrais do carro, e uma terceira que lista apps
Android. Um botão no volante e um comando de voz que consegue ativar o assistente do Google.
O Google disse que irá apresentar o novo sistema Android Auto para sistemas Volvo e Audi durante a conferência I/O.
A estrada à frente
Essa é a próxima etapa lógica para o Android Auto. Enquanto o atual método centrado no app está bem, um sistema no topo de um sistema não é a solução mais elegante e limita o que o Google consegue abraçar - sobretudo, nós ainda estamos
esperando suporte wireless, Waze e o assistente do Google.
Mas fato é que nós mal podemos esperar para dar uma olhada nas novas integrações com automóveis durante a I/O e esperamos que o Google feche mais parcerias para anunciar nos próximos meses.
A moto será o principal lançamento da marca alemã no Brasil este ano
A BMW anunciou que iniciará a produção da G 310 R em sua planta localizada em Manaus (AM) na próxima quinta-feira, dia 18 de maio. A pequena naked está equipada com motor monocilíndrico de 313 cm³, que produz 34,4 cv de potência. A moto
será o principal lançamento da marca alemã no Brasil este ano.
Além da G 310 R, a fábrica produz outros nove modelos. A BMW comunicou também um investimento adicional de 4 milhões de Euros – que se soma aos 10,5 milhões Euros injetados na construção da fábrica, inaugurada em outubro passado – para a
implantação de novas tecnologias, treinamentos e equipamentos para produção de novos modelos.
Foto: BMW/Divulgação
Em teste, o ágil scooter fez 40 quilômetros com um litro de gasolina e custa R$ 12.450
O sucesso comercial de um veículo está ligado diretamente há três fatores: design atraente, boa dose de tecnologia embarcada e preço competitivo. Neste pacote, o SH 150i 2017 pode ser um forte candidato a ter vendas expressivas em um
segmento que não para de crescer. Desenho e porte clássico, Smart Key, Idling Stop, freios ABS, luzes de LED e câmbio automático CVT fazem parte do pacote. O preço de R$ 12.450 está bem próximo de seu rival direto, o Yamaha NMax 160, que
custa R$ 11.690. Mas é na prática, rodando, que qualidade ou defeitos ficam mais evidentes. Por isso fomos ao Rio de Janeiro avaliar o novo scooter da Honda.
Lição número um. O SH 150i só liga se a “Smart Key” - chave de presença – estiver no máximo a dois metros do veículo. A proximidade libera também a tampa de combustível e as travas do assento.
Mas antes de colocar o veículo em funcionamento vale destacar sua ergonomia. O piloto vai sentado, com a coluna ereta e com os pés bem posicionados no assoalho plano, uma característica dos modelos de scooters mais puristas (ou seja, sem
duto central). Depois de liberado, é hora de girar o seletor para a posição “i”, de ignição, acionar o manete de freio com vontade e dar o “start”. Neste momento o scooter acorda para a vida.
O modelo está equipado com a mesma base motriz do PCX 150, que é um monocilíndrico com 149,3 cm³, OHC (Over Head Camshaft) com duas válvulas, injeção eletrônica, arrefecimento líquido. Embora tenha a mesma arquitetura, o novo SH 150 tem
componentes diferentes como, por exemplo, a central eletrônica. Apesar da mesma capacidade cúbica, esta nova configuração oferece mais potência e torque - 14,7 cv a 7.750 rpm e 1,40 kgf.m a 6.250 rpm – se comparado AO PCX 150 - 13,1 cv a
8.500 rpm de e potência máxima e torque máximo de 1,36 kgf.m a 5.000 rpm.
Traduzindo: com as novas curvas de potência e torque, o SH 150 ficou mais ágil nas acelerações. E, com o auxílio das rodas de 16 polegadas, oferece rápidas e precisas mudanças de direção no trânsito carregado. Em função de sua largura
(740 mm) e peso (129 Kg, a seco), o SH consegue driblar os carros com facilidade e rapidez. Tudo isso aliado a transmissão automática continuamente variável (CVT). Uma boa opção para o motociclista iniciante ou para o motorista que está
migrando para o mundo das duas rodas.
No SH 150 não é preciso se preocupar em acionar a embreagem ou engatar marchas. Basta girar o acelerador que o scooter vai ganhando velocidade de forma gradativa. Uma particularidade: mantendo uma velocidade constante, o câmbio CVT
“alonga” e o giro do motor cai, oferecendo uma espécie de “over-drive”. E, assim, com esta diminuição de rotação, o motor se torna ainda mais econômico.
40 km com um litro de gasolina
Por falar em economia, o novo scooter da Honda está equipado com o sistema Idling Stop, que desliga o funcionamento do motor quando o veículo para no semáforo, por exemplo, por três segundos – o mesmo sistema presente no PCX. Para voltar
à vida, basta girar a manopla do acelerador. Este sistema, que migrou dos carros para o scooter, pode ser desabilitado por meio de um botão que fica no punho direito. Segundo a Honda, o Idling Stop pode deixar o modelo até 10% mais
eficiente, ou seja, econômico.
E isso se refletiu na prática. Num percurso de 60 quilômetros entre Copacabana e a Vista Chinesa, passando pelo Aterro do Flamengo e pela Lagoa Rodrigo de Freitas, o SH fez 42,6 Km/l (dado informado pelo computador de bordo por meio de
uma pequena tela de cristal líquido, que fica na parte inferior do painel de instrumentos). Marca bastante expressiva para um veículo “citadino” feito para encarrar com agilidade o trânsito pesado dos grandes centros. Com um tanque de
combustível para 7,5 l, a autonomia pode ser de cerca de 300 quilômetros.
Estabilidade e segurança
As rodas de 16 polegadas não são as únicas responsáveis pelo dinamismo do produto pelas ruas e avenidas cariocas. Para deixar o SH 150 sempre no trilho e, de quebra, absorvendo as imperfeições do piso, a Honda adotou pneus largos –
100/80-16 (D) e 120/80-16 (T) – e um conjunto de suspensão robusto, com especificações quase que de uma moto: garfo telescópico com 100 mm de curso e sistema bichoque com 95 mm de curso. Em nenhum momento o conjunto chegou ao fim de
curso no SH 150i, como acostumava acontecer nos primeiros PCX 150. Sua distância do solo – 146 mm – também proporciona bom ângulo de inclinação nas curvas.
Em função de sua eficiência e progressividade, os freios merecem destaque. Ambas as rodas contam com disco simples de 240 mm de diâmetro e sistema ABS. Na simulação de uma frenagem de emergência, “esmagando” os dois manetes ao mesmo
tempo, não houve travamento da roda, muito menos os pneus arrastaram no asfalto. E o scooter permaneceu no trilho.
O recomendável é usar sempre os dois freios, aumentando a segurança em função do tempo de resposta menor e em curto espaço. A única ressalva fica por conta da falta do freio de estacionamento, que equipava o aposentado Lead 110.
Agora é o consumidor que dará seu veredicto final. O brasileiro despertou para o produto scooter não só por ser uma opção de mobilidade urbana. Por ser um veículo eficiente e simpático aos olhos do motorista que, muitas vezes, se projeta
sobre um scooter para fugir dos engarrafamentos. Por isso, o SH 150i é mais que um rostinho bonito.
FICHA TÉCNICA
Honda SH 150i
Motor: Um cilindro, 149,3 cm³, OHC, arrefecimento líquido
Diâmetro e curso: 57,3 X 57,9 mm
Taxa de compressão: 10,6 : 1
Potência: 14,7 cv a 7.750 rpm
Torque: 1,40 kgf.m a 6.250 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica
Transmissão: CVT
Partida Elétrica
Quadro Monobloco Underbone
Suspensão dianteira Garfo telescópico com 100 mm de curso
Suspensão traseira Sistema bichoque com 95 mm de curso
Freio dianteiro Disco de 240 mm de diâmetro e ABS
Freio traseiro Disco de 240 mm de diâmetro e ABS
Pneus 100/80-16 (D) e 120/80-16 (T)
Dimensões: 2.026 mm de comprimento, 740 mm de largura, 1.158 mm de altura;
Distância entre-eixos: 1.340 mm
Distância mínima do solo: 146 mm
Altura do assento: 799 mm
Peso a seco: 129 kg
Capacidade do Tanque: 7,5 litros
Cores: Azul claro perolizado, azul marinho perolizado e prata fosco
Preço R$ 12.450
TEXTO: Aldo Tizzani / Agência INFOMOTO
FOTOS: Divulgação
Tradicional fabricante taiwanesa expande a linha de veículos duas rodas no mercado europeu com novo modelo com visual moderno
A fabricante taiwanesa Kymco anuncia o lançamento no mercado europeu como linha 2017 o novo maxi scooter Xciting 400i ABS atendendo as normas de limites de emissões Euro 4 e com preço na faixa de 6 mil euros.
O maxi scooter Xciting 400i vem equipado com motor monocilíndrico SK80AE de 399 cm³, arrefecimento líquido, capaz de desenvolver uma potência de 34,4 cavalos a 7.000 rpm e torque de 3,8 kgfm a 6.000 rpm. O câmbio é do tipo automático CVT
(sem relações definidas de marchas).
Com design bastante moderno e atual, o Xciting 400i oferece no compartimento posterior do escudo tomada 12 Volts para conexões de smartphone e GPS. Sob o assento há espaço para levar capacete fechado e pequenos objetos.
O conjunto de rodagem do maxi scooter Xciting 400i é formado por rodas aro 15 na frente e aro 14 atrás. Para aumentar a segurança nas paradas, a moto dispõe de freio de estacionamento. O peso anunciado para o modelo é de 205 kg.
A Kymco chegou recentemente ao Brasil, com os modelos de maxi scooter People GT 300i ABS e Downtown 300i ABS, complementando a oferta no mercado nacional de scooters, um segmento que vem crescendo e conquistando novos adeptos no país.
- Confira o vídeo de apresentação do maxi scooter Kymco Xciting 400i ABS
Fotos: Kymco/Divulgação
Com para-brisa ajustável, aquecedores de manopla e banco, som de 200 watts e malas rígidas, modelo touring é o mais luxuoso e caro da marca americana: R$ 99.990
Toda tribo tem seu chefe. E, no caso da Indian Motorcycle, o cacique é, sem dúvida, a Roadmaster. Modelo mais luxuoso da fábrica norte-americana, a moto touring oferece todos os atributos para quem quer rodar muitos quilômetros:
“motorzão”, boa autonomia, conforto para piloto e garupa e diversos recursos para tornar a viagem mais prazerosa.
A posição de liderança da Roadmaster é reforçada pelo fato de ser o modelo mais caro da Indian à venda no Brasil: R$ 99.990. Seu porte imponente também contribui. A grande carenagem frontal e as malas rígidas compõem o estilo clássico
das touring. Mas com uma pitada dos “costumes” da tribo de Springfield: linhas arredondadas, bancos em couro maquinetado com o característico “indiozinho” no topo do envolvente para-lama dianteiro.
Não há cocares com cores extravagantes, mas uma profusão de cromados espalhados ao longo de mais de 2,6 metros de comprimento e 422 kg de peso, pronta para rodar. E foi o que fizemos.
Pouca vibração e muito torque
Por baixo do clássico estilo touring americano, a Indian adotou tecnologias modernas neste “renascimento”. Ao invés de uma chave, há apenas um chaveiro com sensor de presença e, para dar vida à Rodmaster, basta apertar um botão, que
lembra muito o interruptor de um tablet. O sistema de iluminação com LEDs – farol, faróis auxiliares e lanterna – também denuncia que se trata de um modelo atual.
O enorme V2 de 1.818 cm³ tenta esconder seu desenvolvimento recente. Embora criado em 2013, o motor batizado de Thunderstroke 111 tem cabeçotes arredondados e diversas aletas nos cilindros, como antigamente.
Mas logo ao dar partida, nota-se pouca vibração e muita força. Com arrefecimento misto de ar e óleo, o V2 oferece torque máximo de 16,48 kgf.m já a 3.000 giros. O ride-by-wire garante uma aceleração suave e a injeção eletrônica, uma
alimentação sem engasgos. O consumo variou entre 15,5 e 17 km/litro – com tanque de 20,8 litros a autonomia deve superar os 300 km.
Com bastante torque disponível, nem é preciso muitas trocas no câmbio de seis velocidades – nem mesmo na cidade, onde o calor do lado direito do motor chega a incomodar. Mas, uma vez na estrada, o incômodo desparece e basta engatar a
sexta marcha e acelerar. A transmissão final é feita por correia dentada.
Conforto de sobra
Com o rodar suave do motor e o largo banco de couro, resta ao piloto curtir. O grande para-brisa, com ajuste elétrico, é outro diferencial da Roadmaster. O aparato fornece a proteção aerodinâmica necessária para que o piloto desfrute do
sistema de entretenimento: o som tem 200 watts e oferece rádio, entrada USB e conexão Bluetooth. Falta um GPS, que a Indian já tratou de criar, mas deverá chegar ao País no novo modelo apenas no segundo semestre e já em português do
Brasil. Não o dos patrícios, como em outras marcas.
O chassi em alumínio forjado e as robustas suspensões fazem a grande touring praticamente “navegar” pelas estradas. Com acerto macio, o conjunto oferece bom amortecimento e isola o piloto das imperfeições do piso. E raramente chega ao
fim de curso. Os freios são eficientes – com disco duplo, na dianteira, e simples, na traseira – contam com a ajuda do ABS para parar a Roadmaster com segurança.
O conjunto de malas laterais rígidas e o top case oferecem 142 litros de capacidade – no top case cabem dois capacetes fechados tranquilamente. E nem é preciso se preocupar: há um botão sob o tanque para destrancar ou abrir as malas e o
chaveiro também tem a função de trava remota.
As informações na pequena tela de cristal líquido são inúmeras: consumo, autonomia, pressão dos pneus... uma infinidade de coisas para se distrair da estrada. Tudo pode ser acessado pelo punho esquerdo. No punho direito, há ainda o
Cruise Control (piloto automático), muito útil em uma moto feita para longas viagens.
Outros diferenciais da Roadmaster são os aquecedores de manopla e de banco – este último com controles individuais para piloto e garupa – que já vêm de série no modelo.
Briga de gigantes
Não há como negar – e nem mesmo a Indian Motorcycle o faz – que a Roadmaster foi criada para brigar de frente com a outra gigante da estrada, a Ultra Limited, um dos modelos mais vendidos da Harley-Davidson em todo o mundo. Tanto é
verdade que a Harley trouxe como novidade para linha Touring 2017 um inédito V2 de maior capacidade e menor vibração. Suspeito que o motor Thunderstroke da Indian tenha uma parcela de “culpa” na mudança.
E, como a Harley-Davidson realinhou (leia-se reduziu) o preço dos modelos Touring neste ano, a Indian fez o mesmo. Quando chegou por aqui em abril do ano passado, a Roadmaster era vendida por R$ 114.900. Agora, é comercializado por R$
99.990.
Preço mais elevado que a nova Ultra, vendida a partir de R$ 95.900, mas com alguns itens ausentes como o para-brisa ajustável e a prática trava remota das malas. Por outro lado, o Infotainment da HD com tela colorida está mais atualizado
no Brasil – mas o novo sistema da Indian já está pronto no exterior. Enfim, uma briga de gigantes entre duas tribos que vivem no mesmo território. E o cacique já apresentou suas armas para se defender dos ataques da águia.
Ficha Técnica
Indian Roadmaster
Motor Thunderstroke 111, com dois cilindros em “V” e refrigeração mista ar e óleo
Capacidade 1.818 cm³
Câmbio Seis velocidades
Potência máxima ND
Torque máximo 16,48 kgf.m a 3.000 rpm
Suspensão dianteira Garfo telescópico de 46 mm de diâmetro e 119 mm de curso
Suspensão traseira Monoamortecedor com ajuste na pré-carga da mola
Freio dianteiro Disco duplo flutuante de 300 mm com pinça de quatro pistões e ABS
Freio traseiro Disco simples de 300 mm com pinça de dois pistões e ABS
Pneu dianteiro 130/90-16
Pneu traseiro 180/60 - 16
Comprimento 2.656 mm
Largura 1.022 mm
Altura 1.572
Entre-eixos 1.668 mm
Altura do assento 673 mm
Peso (em ordem de marcha) 422 kg
Tanque de combustível 20,8 l
Cor Thunder Black
Preço R$ 99.990
TEXTO: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO
Fotos: Mario Villaescusa / Agência INFOMOTO











