Heresia para alguns, movimento lógico para outros, a verdade é que a Vespa decidiu apostar e finalmente lançar uma versão com motor elétrico no mercado. O protótipo que antecipa o modelo de produção foi mostrado durante o Salão de Milão (EICMA 2016), e inicialmente foi chamado de Vespa Electtrica Concept. Essa versão de rua será lançada nos mercados internacionais no segundo semestre de 2017.
A verdade é que a Vespa e, portanto, o Grupo Piaggio, divulgou pouquíssimos detalhes sobre o modelo além do seu design, que é difere pouco de uma Vespa Primavera convencional. Na verdade, apenas os tons azuis que sugerem um modelo ecológico e os logos Electtrica no scooter podem diferenciá-lo do scooter a combustão.
A Ducati do Brasil tem um novo plano de financiamento, chamado de Ducati One Time, que oferece aos seus clientes a possibilidade de adquirir uma motocicleta dos modelos XDiavel ou Multistrada 1200 Enduro de forma simples, com entrada e o pagamento de apenas uma prestação.
O cliente o novo plano de financiamento One Time superior a 50% do valor da motocicleta e o restante pode ser quitado numa única parcela 12 meses depois, sem parcelas mensais. No caso de troca de modelo, o cliente poderá utilizá-la para liquidar a parcela e adquirir um novo modelo Ducati a cada ano.
Por exemplo: para a aquisição do modelo Ducati XDiavel no valor de R$ 74.900,00, o cliente pode dar uma entrada de R$ 41.195,00 (o que equivale a 55% do valor da moto) e 12 meses depois paga a parcela restante, numa prestação única de R$ 40.631,00.
Desenvolvido pelo Ducati Financial Services, marca da Volkswagen Financial Services, maior financeira de montadora do País, o novo plano é direcionado para os clientes que valorizam seus investimentos e aplicações, além de consumidores que recebem bonificações, prêmios e participação de lucro de empresas em períodos específicos.
O plano One Time é exclusivo da Ducati e válido para a aquisição dos modelos XDiavel ou Multistrada 1200 Enduro. A Ducati ainda oferece outras opções de financiamento, com objetivo de disponibilizar um leque variado de oportunidades de negócios com a marca. Entre eles, o Ducati Red Pass, solução que combina uma entrada a partir de 30% e prestações em média 48% menores que num plano convencional e uma parcela final de 50% do valor da moto com a garantia de recompra pela Concessionária Ducati ao final do contrato.
Foto: Divulgação
O processo de fabricação de uma motocicleta, do qual muitas pessoas desconhecem, é bastante complexo, além do detalhe que dificilmente uma fábrica permite mostrá-lo em detalhes. Mas com a permissão da Honda descobrimos informações bem interessantes sobre como é fabricada uma moto, do primeiro ao último estágio.
A fábrica da Honda, localizada em Manaus (AM) é responsável por produzir todas as motocicletas da marca comercializadas no Brasil, além das unidades exportadas. Com área construída de 263 mil m² em uma área de 727 mil m², conta com aproximadamente 6 mil colaboradores.
A unidade tem capacidade de produzir 1,6 milhão de motocicletas por ano e nos 40 anos desde sua abertura, já produziu mais de 22 milhões de unidades. Para que você entenda melhor, montamos um passo-a-passo da produção de uma motocicleta, com base na marca da asa.
1) Pesquisa & Desenvolvimento de Produtos
Antes de desenvolver um novo modelo, a Honda pesquisa, para saber o que as pessoas esperam de uma motocicleta, como pretendem usá-la, o que imaginam em termos de design, estilo, performance e ergonomia. Com essas informações, a equipe do Centro de Desenvolvimento e Tecnologia (CDT) da Honda, em Manaus (AM) dá início ao processo de desenvolvimento de um novo produto.
Além do conceito do novo modelo, a equipe de engenharia realiza o detalhamento de todos os componentes do veículo. Para confecção dessas peças, são desenvolvidos moldes e ferramentas para a produção. Os mesmos são testados e seguem para processamento nos equipamentos que irão executar o trabalho em cada um dos processos produtivos, como podemos ver abaixo.
2) Processos de sinterização e fundição
A Honda afirma que é a única fabricante do setor a realizar o processo de sinterização, que consiste em compactar um pó metálico formado de ferro, cobre, níquel e grafite para formar peças como a engrenagem que compõe o conjunto de embreagem do motor.
Após a compactação, essas peças passam por um forno a 1.150ºC, onde ocorre a sinterização para que saiam prontas para a montagem na motocicleta.
Outro processo inicial importante é a fabricação das peças de alumínio. Todos os componentes utilizam ligas especiais de alumínio como matéria-prima, que são injetadas através de equipamentos em moldes projetados para conformar, com alta precisão, peças como as rodas de liga leve, partes do motor, entre outras.
3) Processo de usinagem
Responsável pelo acabamento de componentes de alumínio fundidos e outras partes do motor, o processo exige precisão para dar o acabamento final e fundamental para garantir a durabilidade e eficiência dos motores.
4) Fundição centrífuga (spin casting)
Esse é um novo processo realizado dentro da unidade de Manaus, que utiliza o forno de fusão de aço e a fundição centrífuga para a fabricação da camisa do cilindro do motor. A fundição centrifugada de ferro corresponde ao processo de transformação da matéria-prima em um tubo. Essa peça é então extraída do molde, cortada e usinada. A camisa do cilindro é responsável pela passagem do pistão no motor. Utilizando essa técnica inovadora de produção, esta peça impacta positivamente tanto no rendimento do motor, quanto em relação à potência e economia de combustível.
5) Estamparia
As peças que necessitam de maior precisão e compõem os chassis das motos são estampadas em enormes prensas e soldadas por robôs. A matéria prima dos chassis é composta de chapas e tubos. O conjunto segue para a pintura de aço e recebe acabamento antes de ir para a linha de montagem da motocicleta. Sua rigidez, propriedades e dimensões são verificadas em laboratório através de teste de materiais, desempenho e durabilidade.
6) Injeção plástica
Com moldes de alta tecnologia, equipamentos injetam as resinas que resultam em peças plásticas com alta resistência e qualidade de acabamento, como para-lamas e tampas laterais, que compõe o visual da motocicleta.
7) Fabricação de assento
A Moto Honda da Amazônia (nome oficial da fábrica de Manaus) é uma das poucas unidades fabris da Honda no mundo que possui um departamento para a produção dos assentos que compõem as motocicletas. Trata-se de um processo no qual é injetada a espuma através de moldes, enquanto a napa é cortada e moldada, formando o novo assento.
8) Solda
É fundamental para complementar a estrutura final do conjunto chassi, tanque de combustível, garfo traseiro, escapamento e outros subconjuntos. Nessa etapa, as partes são soldadas, ou seja, fixadas umas às outras, e seguem para a pintura eletrostática.
9) Pintura
Permite o acabamento final e garante maior resistência pelo tratamento superficial desses itens. A Honda conta com processos de pintura bastante diversificados e que acontecem paralelamente em diversos setores. Todos atendem rigorosamente as normas ambientais com produtos não nocivos (à base d´água), estação de tratamento de efluentes e cuidados especiais no manuseio. Com investimentos recentes em robótica, a pintura do tanque tornou-se mais eficiente, reduzindo o consumo de tinta.
10) Motores
Na Honda, após a fabricação de todos os componentes do motor e recebimento das peças produzidas pelos fornecedores, todos os itens seguem para a linha de montagem, onde o conjunto motor e transmissão é montado, ajustado e então encaminhado para a etapa final de produção da motocicleta.
11) Linha de montagem
Conforme os conjuntos de guidão, rodas, escapamentos, chassis, tanques e motores — entre outros — vão ficando prontos e devidamente inspecionados seguem por transportadores aéreos e terrestres para abastecer todas as linhas de montagem. O chassi é suspenso em uma esteira e cada cavalete recebe as peças e componentes que o transformarão em uma motocicleta completa. A precisão e a rapidez nas linhas de montagem são tão grandes que, em intervalos de segundos, fica pronta uma nova motocicleta para seguir para a esteira de testes.
12) Inspeção final
Após a realização de todos os processos de fabricação e montagem, os modelos são levados à inspeção final, onde os veículos montados são inspecionados e submetidos a testes funcionais, garantindo a qualidade final do produto. Além deste processo complexo, ainda existe a logística para levar as motos de Manaus (AM) para as mais de 1000 concessionárias espalhadas pelo Brasil.
Para São Paulo (SP) por exemplo, as motos descem de Manaus de barco em viagem que dura dias, até chegar em Belém, no Pará, e seguir por rodovias até as concessionárias e depois, ir para alguma garagem.
Fotos: Divulgação/Honda
A Suzuki apresentou na Indonésia sua nova pequena naked GSX-S150, derivada da "mini-esportiva" GSX-R150, que também é vendida no país asiático. Infelizmente não existe qualquer informação a respeito da chegada deste modelo no Brasil.
Seu design é muito mais atraente do que o visto em típicas motocicletas nakeds específicas para o Sudeste Asiático. O destaque fica por conta de seus faróis full LED, estilo esportivo das poucas carenagens presentes, instrumentação com display LCD, rodas de 17 polegadas e um assento de dois lugares a 785 mm do solo.
O motor que equipa a Suzuki GSX-S150 é um monocilíndrico de 147 cc de 4 tempos, com refrigeração líquida e injeção combustível, moderno e, portanto, associado a uma caixa de câmbio de seis velocidades. Até o momento a Suzuki não divulgou números de desempenho (potência e torque) e demais especificações técnicas. Podemos observar nas fotos discos de freio nas duas rodas.
Fotos: Divulgação
A nova Honda CBR 500R impressiona pelo visual imponente e agressivo, chegando até a confundir as pessoas, que perguntam se é uma moto 600. Seu público-alvo, sem sombra de dúvida, são os motociclistas apaixonados por motocicletas esportivas. Inspirada "queridinha" CBR 1000RR Fireblade, a nova CBR 500R tem preço sugerido de R$ 29.000 (Sem frete e seguro inclusos)
A motocicleta vem equipada com um motor bicilíndrico de 471 cm3 - DOHC, com duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e arrefecimento a líquido, desenvolve potência máxima de 50,4 cavalos a 8.500 rpm e torque máximo de 4,55 kgfm a 7.000 rpm.
Seu motor roda com suavidade e sem sustos para o piloto, já que o acionamento da embreagem se dá de forma bastante macia e precisa. Seus freios a disco "margarida", de 320 mm de diâmetro e pinça de dois pistões na dianteira, e 240 mm, acionado por pinça de pistão único, na traseira, trasmitem bastante segurança ao motociclista, ainda mais por conta da presença do sistema ABS.
Porém, para uma moto com bastante apelo esportivo, seu desempenho deixa a desejar. Já que ao ligar e acelerar, o ronco do seu bicilíndrico não empolga. A motocicleta é ágil e leve, com bom torque em saídas e retomadas, mas quando o piloto chama no acelerador, ela não responde à altura do seu design. O que desagrada uns pode agradar outros, pois sua posição de pilotagem é bastante confortável, diferente de uma esportiva de fato.
Ponto alto da motocicleta para quem trafega bastante por cidades com trânsito intenso fica por conta da sua largura e da posição dos retrovisores, cuja visão não fica prejudicada pelos braços do motociclista.
No uso urbano e viagens curtas, a motocicleta se comporta bem, com destaque positivo para seu consumo de combustível*, que ficou entre os 27 km/l e 30 km/l, acelerando tranquilamente tanto na cidade como na estrada, sem forçar o motor, entregando uma autonomia superior a 450 km, já que seu tanque comporta 16,7 litros de gasolina.A proposta da Honda para esta moto consiste em encher os olhos do motociclista iniciante que gosta de motos esportivas, mas com um desempenho limitado, até mesmo para não "roubar" o espaço dos modelos Honda CBR 650F (R$ 38.800) e CBR 600RR (R$ 49.500,00)
*Piloto de 60 kg, sem garupa
Veja o vídeo:
FICHA TÉCNICA
HONDA CBR 500R
Motor: DOHC, bicilíndrico, 4 tempos, arrefecido a líquido
Cilindrada 471 cc
Potência máxima 50,4 CV a 8.500 rpm
Torque máximo 4,55 kgf.m a 7.000 rpm
Transmissão 6 velocidades
Sistema de partida Elétrico
Combustível Gasolina
Capacidade do tanque 16,7 litros
Tipo de chassi Diamond
Comprimento x largura x altura 2.081 X 756 X 1.150 mm
Pneu dianteiro 120/70 – 17
Pneu traseiro 160/60 – 17
Peso seco 183 kg
Cores: Vermelho e Preto (com laranja)
Preço: R$ 29.000
Fotos: Kiko Tokuda/MOTO.com.br e Divulgação/Honda











