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De moto fora do Brasil: Quando e onde tudo começou

O que fazer quando subitamente a empresa lhe comunica – está demitido?! Era o ano 1993 e foi exatamente o que aconteceu comigo. Durante os anos anteriores havia juntado algumas economias e vi neste momento a oportunidade de realizar algo que eu sonhava – viajar de moto fora do Brasil.

Na ocasião, havia duas amigas que estavam morando em Roma e por comodidade decidi voar para lá. A moto foi comprada zero km, pois na época as leis não permitiam comprar uma usada, porém me dispensavam do pagamento de alguns impostos italianos, fazendo com que seu preço ficasse a metade do valor que uma moto semelhante era comercializada no Brasil. Possuía uma placa diferenciada que mostrava dois grandes “EE”, que significavam “estero excursionista” (“viajante estrangeiro”). Isto fazia com que, muitas pessoas ao vê-la, me perguntassem de onde eu vinha, para onde ia, ou simplesmente que placa era aquela.

Passaram vários dias até que eu pudesse pegá-la. Idas e vindas à embaixada do Brasil atrás de declarações e atestados, entraves na liberação dos documentos nas repartições aduaneiras, atrasaram a partida que ocorreu no início de junho daquele ano. De Roma desci para Nápoles e de ferry para a linda Ilha de Capri. Em seguida fui para Siena, Firenze, Bolonha e Veneza. Deixei a moto em um estacionamento por motivos óbvios e por uns dias fui conhecer esta última. Veneza cuja arquitetura é um espetáculo, está situada sobre um arquipélago com 117 pequenas ilhas interligadas por canais e pontes. Era hora de cruzar a primeira fronteira internacional desta viagem, mas antes contornei o maior lago italiano – o Garda.

Eu não tinha equipamento adequado para pilotar moto nos Alpes Suíços. Usava calça jeans, uma jaqueta “Califórnia Racing” e uma bota de cano curto. A paisagem e o clima haviam mudado. Subindo pela pequena rodovia N 29 cruzei o Passo de Bernina sob chuva e com neve e gelo ao lado da pista. Aliás, era meu primeiro contato com a água em estado sólido e as montanhas imponentes cobertas com neve eram um presente para os olhos.

Cruzei a Suíça e ingressei na França. Naquela época havia a necessidade de Visto para visitar o país e muitas foram as exigências para consegui-lo ainda no Brasil. Fui obrigado e apresentar dinheiro vivo que seria usado na viagem e assinar um termo me comprometendo a regressar dentro de três meses. Para minha surpresa, os oficiais de imigração não solicitaram meu passaporte em nenhuma das quatro vezes que entrei e saí deste país com minha moto. Percorri o Vale do Loire, cruzei os Pirineus, caminhei pelas ruas de pedra de Carcassone, Visitei Versalhes e na capital fiz questão de percorrer com a moto os dois e meio quilômetros da Avenida Champs Elysees que separam o Arco do Triunfo da Praça De La Concord.

Se houve algum desafio nesta viagem foi o fato de eu não saber me comunicar em inglês e ter que achar albergues para dormir (naquele tempo eu desconhecia o prazer e a facilidade de acampar). Tal como a maioria dos jovens brasileiros que viajam para o exterior, a verba a ser gasta com comida e hospedagem é quase sempre pequena. Certa noite, na recepção do Albergue da Juventude em Sevilha - Espanha, perguntei se havia algum supermercado próximo para comprar os ingredientes para o jantar – vale mencionar que “os ingredientes” eram, invariavelmente, macarrão, molho, queijo, ovos e pão. A recepcionista disse haver um, porém, que eu deveria correr, pois fecharia dentro de 10 minutos. Escuto uma voz atrás de mim dizendo: “Me voi con ti” (“Vou com você”). Ao me virar, vejo uma senhora com cabelos brancos a me olhar.

– Desculpe, mas vou correndo.

– “Yo tambien”. (“Eu também”).

Saímos do albergue e nos pusemos a correr em direção ao supermercado. Descrente da anciã, que a qualquer momento poderia enfartar e me dar trabalho, corri moderadamente. Ela ao meu lado, como se tivesse 20 anos, ainda conversava comigo. Ao final das compras, voltamos e jantamos juntos. Contou-me que sua vida há vários anos se resumia em trabalhar e juntar dinheiro para poder viajar. Não me recordo seu nome, mas lembro que era argentina. Um dos muitos exemplos de pessoas, ainda por conhecer, que não permitiram que o acúmulo dos anos as impedissem de ter uma vida interessante.

Em Madri disseram-me que os meses de maio e junho eram os “melhores” para assistir uma tourada (seja lá o que isso podesse significar). Junto com um espanhol e duas italianas que havia conhecido no albergue, fomos a uma arena testemunhar esse “esporte” de gosto duvidoso. Ao sairmos os comentários não poderiam ser outros – Foi uma selvageria – sangue e sofrimento do pobre animal. O espanhol tentando argumentar disse que se tratava de cultura e como tal deveria ser respeitada. Uma das italianas respondeu: Sabe, era de nossa cultura atirar cristãos aos leões, mas já não fazemos mais isso.

Em Portugal conheci o lindo mosteiro de Batalha, o gigantesco palácio de Mafra, os canais de Aveiro, a bem preservada cidade medieval de Óbidos, e é claro Lisboa. No albergue desta última, conheci dois jovens brasileiros engraçadíssimos. Disseram-me – sabia que as portuguesas usam cueca? Depois de muito rirmos, saímos à rua e um deles se dirigiu a duas garotas que estavam conversando em um banco e perguntou – Não é verdade que vocês usam cueca? – Ora pois sim, respondeu a menina. Rolei de tanto rir. (Em Portugal cueca = calcinha)

Retornei à Espanha e à França e na fronteira do extremo norte dos dois países há duas cidades lindas uma ao lado da outra – San Sebastián e Saint-Jean-de-Luz respectivamente. A cidade de Calais (pronuncia-se Calé) é o ponto continental mais próximo da Inglaterra com apenas 34 km de distância pelo Canal da Manha até a cidade de Dover e foi para lá que eu fui de “ferry”.

Desnecessário comentar as trapalhadas que fiz por conta da “mão inglesa” O mais gozado é que além de você pilotar pela esquerda, a pista mais veloz é a da direita. A impressão que se tem é de estar fazendo tudo errado. Além disso, as placas de sinalização de distâncias são em milhas (1,6 km), o que gerava mais confusão ainda.

Passei alguns dias em Londres e segui para Cambrige, depois York e New Castle. Cansado de pilotar molhado por dias a fio devido a incessante chuva retornei a França, mais uma vez a Suíça e finalmente a Roma onde vendi a moto a um italiano e retornei ao Brasil.

Nos três meses que se passaram, pude conhecer um pouco destes países e perceber que o sonho de percorrer o mundo já não estava tão distante como antes parecia.

(Fonte: Rafael Karan - Equipe MOTO.com.br) - 22/08/2016
King Dreams Motorcycles faz radical Burgman 125 Ruckus

A oficina de customização King Dreams Motorcycles, que fica no tradicional bairro da Mooca, na cidade de São Paulo, recebeu um pedido desafiador e inusitado para a personalização de um scooter de um cliente a partir da receita das motos americanas Ruckus. Só que ao gosto e estilo do motociclismo brasileiro.

O scooter Suzuki Burgman 125 foi a moto escolhida para dar vida ao novo projeto da King Dreams Motorcycles, já que nos Estados Unidos a criação de motocicletas Ruckus parte da transformação das robustas Honda Zoomer.

Com um visual totalmente renovado a pequena Burgman 125 foi modificada no melhor estilo das motos Ruckus, atendendo o desejo do cliente de possuir uma verdadeira moto compacta exclusiva e com muita personalidade.

O projeto de scooter customizado com assinatura da King Dreams Motorcycles foi batizado de King Fortune e o pessoal da customizadora da Mooca gostou tanto da experiência que se coloca à disposição para a elaboração de novos projetos.

SERVIÇO
King Dreams Motorcycles
By Caio
Rua Marques de Valença 354 Mooca
São Paulo SP Brasil
(11) 2604-2901




(Fonte: Equipe MOTO.com.br) - 22/08/2016
Especial: Filho (a) de motociclista... Motociclista é

O dito popular “Filho de peixe... Peixinho é” pode muito bem ser aplicado ao motociclismo. Pois muitos filhos e filhas herdaram de seus pais a paixão pelas duas rodas. Afinal, quando crianças sempre presenciaram o paizão se preparando para andar de moto e ficam encantados com o ronco das máquinas.

Enquanto alguns pais têm pavor de imaginar seu filho, ou filha, pilotando uma motocicleta, outros assumem o papel de educador e incentivam os filhos a começarem a pilotar uma moto, levando para passeios na garupa ou dando as primeiras dicas na condução, e até mesmo, entrando na pista. Conheça algumas histórias de pais e filhos motociclistas.

Companheiro de aventuras
Embora Lucca Wolff Pimenta tenha apenas 17 anos, o paizão Valdir Pimenta Jr., mais conhecido como Jr. Pimenta, não vê a hora de o filho tirar a carta e acompanhá-lo nas viagens de moto que costuma fazer no Brasil e no exterior. “Incentivo muito e quero que ele venha a ser meu parceiro de passeios. Eu, mais do que ele, quero que tire carta de moto! Será um imenso prazer fazer os passeios com ele junto, tocando sua própria moto”, revela o administrador de 47 anos.

Mas enquanto esse dia não chega, Lucca já rodou muito na garupa da BMW R 1200GS Adventure do pai, aventureiro experiente que já viajou de moto em muitos países da América do Sul e Europa. “A primeira grande viagem do Lucca comigo foi para Assunção, no Paraguai. Rodamos 700 km no primeiro dia e outros 1.000 km no segundo. Ficamos dois dias lá e voltamos. Ele adorou e se mostrou um excelente companheiro de viagem”, lembra o pai coruja.

A partir de então, as viagens com o filho na garupa não pararam mais. “Faço passeios todo final de semana. Também adoro acampar de moto e já fomos para o Parque Nacional do Itatiaia algumas vezes, pois eu costumava praticar alpinismo”, relembra.

Para Jr. Pimenta, a moto ajuda e muito na sua relação com o filho. “A moto exige absoluta confiança entre piloto e garupa. E fazer isso com o filho é fantástico, porque naturalmente já existe uma relação de confiança do filho para com o pai, mas na moto essa relação aumenta. Porque, mesmo que ele seja criança, é preciso explicar pra ele que não pode ficar chacoalhando lá atrás, ensina que é preciso inclinar para o mesmo lado nas curvas... E aí é que a está a diferença: a princípio, todo filho obedece, mas confiar cegamente faz uma diferença impressionante, faz a relação ficar mais duradoura e muito prazerosa, não apenas aquela relação normal entre pai e filho”.

Mas o sonho mesmo é poder um dia fazer uma grande viagem, com a esposa na garupa e o Lucca acompanhando em sua moto. “Uma aventura grande mesmo, rodar seis meses toda a Europa ou os Estados Unidos. Na verdade, já tenho esta viagem pronta: roteiro, paradas, tudo...” Agora só falta o filho Lucca tirar a carta.

Paixão que atravessa gerações
Até hoje, aos 54 anos, o servidor público Alexandre Fagundes lembra-se do dia em que o pai militar o levou ainda criança para uma apresentação dos pilotos do exército com suas motos Harley-Davidson. “Andei na garupa de uma das motos e, passei a vida sonhando em ter uma Harley”, diz ele. O sonho de Alexandre foi realizado em 2012, quando após tantas outras motos, comprou a sua própria H-D. Mas a paixão pelo motociclismo e pela marca norte-americana acabou contaminando o filho, Érick.

“Quando ele tinha 10 anos, eu comprei uma Honda Biz e voltei a andar de moto. Ele quis aprender e dava umas voltas no condomínio fechado em que morávamos”, relembra o pai, todo orgulhoso. Atualmente, Érick tem 21 anos e sempre que pode pega “emprestada” a Harley-Davidson Softail Deluxe da mãe, Denise, para ir às aulas de engenharia eletrônica na Universidade de Brasília.

“Ela não gosta muito que ele ande de moto no trânsito todo dia, mas não tem jeito. O Érick gosta e já está guardando dinheiro para comprar a sua Harley. Ele gostava da V-Rod, mas agora mudou de ideia e quer uma Fat Boy”, conta o pai satisfeito, já que como harleiro tradicional acha que o motor Revolution da V-Rod não tem muito a ver com a marca. A paixão por motos e pela H-D levou Alexandre a se tornar o diretor da divisão de Brasília (DF) do Harley Owners Group, o HOG, grupo de proprietários da Harley, neste ano. “Eu nem ando de carro. Vou e volto do trabalhar com minha Ultra Limited todo dia. Às vezes até faço um caminho mais longo para não pegar trânsito e rodar com tranquilidade”, afirma Fagundes que, além de contaminar o filho com o “vírus” do motociclismo, ensina também a pilotar com prudência e sem pressa. “O Érick fez o curso de mecânica básica e também já fez alguns módulos dos cursos de pilotagem da Harley”, conta o pai orgulhoso.

Parceiros de pista
Desde jovem Marco Bueno andava de moto, mas estava há um bom tempo distante do motociclismo. Até que o filho Felipe fez renascer a paixão do empresário pelas duas rodas. “Ele sempre gostou de moto e há cerca de cinco anos comprou uma Kawasaki Z 750 e me trouxe de volta ao guidão”, relembra o pai, hoje com 60 anos. Empolgado em voltar a pilotar, Marco comprou a moto do filho, que trocou a naked japonesa pela superesportiva inglesa Triumph Daytona 675.

“A gente sempre fazia uns passeios nas estradas e o pessoal abusava. Sempre acontecia alguma coisa, alguns amigos sofreram acidentes e aí eu falei para o meu filho: ‘vamos andar em uma pista para sentir como é’”, conta o experiente pai-motociclista. Felipe, 33 anos, topou e pegou gosto pela coisa, assim como Marco.

“No começo a gente ia andar em um kartódromo lá em Registro (SP). Depois percebemos que tínhamos muito a aprender e fomos fazer um curso de pilotagem juntos. Já fizemos diversos outros”, relembra. A parceria entre pai e filho na pista já rendeu trackdays em diversas pistas: Piracicaba, Velocittá, Fazenda Capuava e até Interlagos.

“A gente até vendeu nossas motos e compramos uma Kawasaki ZX-6R e a preparamos só para andar na pista”, explica Marco, ressaltando que o lugar de acelerar para valer é mesmo em circuitos fechados e não nas ruas e estradas. Questionado se não tem medo de o Felipe acelerar na pista, o pai diz: “Ele fica mais preocupado comigo do que eu com ele. Tenho aquela preocupação normal de pai, mas confio nele e na moto”, revela. “Mas o Felipe está andando bem, fez clínicas e está fazendo 1min 49seg com uma moto 600cc em Interlagos”, conta o pai todo orgulhoso do rápido parceiro de pista e da vida.

TEXTO: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO

FOTOS: Arquivo Pessoal e Divulgação

(Fonte: Agência Infomoto) - 15/08/2016
Honda lança CG 160 Titan e CG 160 Fan 2017 com novos grafismos

A Honda anuncia nesta semana o lançamento da versão 2017 dos modelos CG 160 Titan e CG 160 Fan por R$ 9.970 e R$ 8.720, respectivamente (frete e seguro não inclusos). Com a atualização do visual, segundo a fabricante, agora mais vivo e cativante, os modelos passam a ser comercializados nas cores Vermelho e Preto Sólidos para Fan, e Vermelho Perolizado em combinações de faixas em laranja, e Preto Perolizado em combinações de faixas em Verde para Titan, além de carenagem lateral em preto fosco para ambas as cores, transmitindo mais leveza e esportividade em linhas vibrantes.

O motor permanece o monocilíndrico OHC (Over Head Camshaft), quatro tempos, arrefecido a ar, com injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection). Versátil e de baixa manutenção, a capacidade cúbica é de 162,7 cm³ e segue os conceitos da Honda de eficiência de combustão e economia, além da baixa emissão de poluentes.

Além das novidades nas cores, a CG 160 Titan conta com freios CBS (Combined Brake System), que combina o funcionamento hidráulico e mecânico: ao acionar o freio traseiro, o sistema de freio dianteiro é acionado automaticamente. Proporcionando assim, maior equilíbrio e reduzindo o espaço de frenagem.

As linhas CG 160 Titan e CG 160 Fan 2017 contam ainda com três anos de garantia mais 7 trocas de óleo grátis e estarão à disposição na rede de concessionárias à partir deste mês, nas cores Preta e Vermelha Sólido para a Fan EDi e Preto e Vermelha Perolizado para a Titan.

Fotos: Divulgação

(Fonte: Equipe MOTO.com.br) - 15/08/2016
Diferente: Tarus é uma "trail 2x2 pós-soviética" desmontável e exótica

O modelo de motocicleta russo por excelência é a Ural com seus sidecars, mas gradualmente a Tarus vem fazendo seu nome e ganhando visibilidade. Este modelo de moto, tão particular e diferente, tem tração integral nas duas rodas e é desmontável, por isso é ideal para uso recreativo e até mesmo militar. Até o momento, a Tarus 2x2 "pós-soviética" é comercializada apenas na Rússia, mas as exportações são esperadas para vários mercados no final de 2016.

A Tarus tem um motor de quatro tempos simples Honda GX-210 que produz 7 cavalos de potência. Desempenho suficiente para que seu peso total de apenas 93 quilos (apesar dos pneus) atinja uma velocidade máxima de 35 km/h. A autonomia também não é das melhores: considerando que seu tanque tem 4 litros, a fabricante informa que é possível rodar por duas horas antes que se esgote o combustível.

O modelo vem com freios a disco em ambos os eixos, câmbio de duas velocidades, altura do assento 790 mm, luzes LED na dianteira, um grande compartimento de bagagem na frente e na traseira e partida elétrica ou a pedal.

Trata-se de um veículo tão original e peculiar, mas como você pode ver no vídeo abaixo, é muito capaz para uso Off Road:



Fotos: Divulgação

(Fonte: Equipe MOTO.com.br) - 09/08/2016
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Sobre o Portal da General Osório

O Portal da General Osório foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua General Osório (boca das motos) no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de Motociclismo.