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NOVA HONDA CB 1000R TEM DESIGN INOVADOR E MOTOR POTENTE

Naked de 1.000cc desenhada na Itália tem motor de 145 cv e quatro modos de pilotagem; modelo chega ao Brasil em 2019

A nova Honda CB 1000R oferece a facilidade de pilotagem das clássicas nakeds japonesas dos anos 1970, mas embalada em um design moderno, com componentes topo de linha e boa dose de tecnologia embarcada. A proposta resume o conceito “Neo Sports Cafe" que fez sua estreia na naked de 1.000 cc, apresentada no exterior em 2017, e que desembarca no Brasil no primeiro trimestre do próximo ano.

O conceito Neo Sports Cafe, “procura resgatar as clássicas nakeds da marca, sem ser vintage; e ter bom desempenho, mas sem seguir a receita streetfighter, ou seja, as nakeds derivadas das esportivas”, define o italiano Valerio Aiello, chefe de design da Honda Europa, localizada em Roma, capital da Itália. Foi de lá, o berço da nova CB 1000R, que partimos para uma viagem de 350 km pelas rodovias e estradinhas sinuosas ao sul da Toscana para avaliar a nova naked de quatro cilindros da marca japonesa.

O motor é o que equipava da esportiva CBR 1000RR de 2008 a 2016. O propulsor de quatro cilindros em linha, 998 cm³, DOHC, é o mesmo que equipava a antiga geração da CB 1000 R, mas recebeu melhorias. Pistões forjados, taxa de compressão mais alta, válvulas com maior abertura e um corpo de borboleta com 44 mm de diâmetro garantiram mais potência: 145 cv a 10.500 rpm, 20 cv a mais do que a antiga CB 1000. Segundo a marca, o torque entre 6.000 e 8.000 giros também cresceu, até atingir o máximo de 10,6 kgf.m a 8.250 rpm.

O câmbio de seis marchas tem relações mais curtas, o que aumenta a sensação de que a nova naked está mais rápida que a anterior – e, segundo a Honda, nas três primeiras marchas, até os 130 km/h, a CB1000R supera a superesportiva CBR 1000RR. A embreagem é assistida e deslizante.

Eletrônica embarcada
Mas foi a adoção de um acelerador eletrônico que permitiu a Honda equipar a CB 1000R com quatro modos de pilotagem – Rain, Standard, Sport e User (personalizável) – que alteram o controle de tração e os níveis do freio motor e da entrega de potência.

No modo “Standard”, a CB 1000 R tem um comportamento normal, com entrega de potência suave e menos torque com o acelerador totalmente aberto, mas a atuação do freio motor e do controle de tração ainda são altas. Ao mudar, por meio de um botão no punho esquerdo, para o “Sport”, 100% da potência está disponível e girar o acelerador com mais empolgação resulta até em empinadas “involuntárias” com menor intervenção do controle de tração.

Ainda é possível ajustar os parâmetros ao gosto do piloto com o modo User. Já o modo “Rain” (chuva) limita a potência nas três primeiras marchas e aumenta o controle de tração para garantir segurança no piso molhado.

Os modos de pilotagem e os níveis dos controles eletrônicos são informados no painel digital de fundo preto, de fácil visualização. Conta-giros, velocímetro, marcador de combustível, indicador de marcha e até um simples computador de bordo informa o consumo, que variou entre 18 e 16 km/litro conforme a tocada e as estradas sinuosas no sul da região italiana da Toscana. Nesse ritmo, graças ao tanque de 16,2 litros, seria possível rodar até 300 km.

Mais leve e compacta
A Honda adotou um conjunto ciclístico à altura do motor mais potente. O quadro monotrave superior é feito em aço com um belo monobraço de alumínio, que deixa a roda traseira à mostra. O novo conjunto ficou 12 kg mais leve que a anterior e a CB 1000R agora pesa 212 kg em ordem de marcha.

As suspensões contam com garfos invertidos (upside-down) Showa SFF-BF, oferecendo ajuste de compressão e retorno no tubo direito e acerto da pré-carga no esquerdo. O monoamortecedor traseiro, da mesma marca, também é totalmente ajustável.

O acerto de fábrica foi adequado para encarar as rodovias italianas nem sempre em boas condições. Alguns buracos e ondulações, como nas estradas brasileiras, mostraram que o conjunto absorve as imperfeições do piso melhor do que se poderia imaginar.

Mesmo nas curvas mais fechadas, em vias de mão dupla serpenteando as montanhas, o conjunto ciclístico surpreendeu. O trem dianteiro passou confiança para atacar curvas em ritmo mais rápido, embora a traseira tenha se mostrado macia demais nas reacelerações – nada que um ajuste não resolva.

Conforto e equipamentos
A posição de pilotagem é típica das nakeds: pedaleiras centralizadas, costas levemente inclinadas, mas com um guidão mais largo, o que deixa a CB 1000 R ágil nas mudanças de direção e fácil de manobrar. O assento é confortável e em quase 200 km não cansou. Incomoda um pouco a ausência de proteção aerodinâmica, como em toda moto naked, principalmente em velocidades mais altas.

Além do painel digital já citado, a CB 1000R conta com sistema de iluminação full-LED. Destaque para o desenho do farol, com um aro externo de iluminação diurna, que “conversa” com a lanterna traseira minimalista.

As rodas de liga-leve têm design elegante com 10 raios e calçam pneus radiais sem câmara nas medidas: 120/70-17, na frente, e o largo 190/55-17, na traseira.

Os freios foram herdados da atual CBR 1000RR Fireblade, com dois discos flutuantes de 310 mm e pinças Tokico de quatro pistões fixadas radialmente, na dianteira; e um disco simples de 265 mm de diâmetro e pinça de dois pistões, na traseira. O sistema ABS de dois canais, diferentemente dos outros controles eletrônicos, não pode ser desligado. O conjunto se mostrou adequado ao peso e ao desempenho da naked.

Mercado
A nova Honda CB 1000R chega ao Brasil no próximo ano, mas o preço ainda não foi definido. O modelo reúne formas elegantes e, de certa forma, surpreendentes para os padrões Honda com o bom desempenho do motor de quatro cilindros e 145 cavalos. Sem falar que, finalmente, traz a eletrônica para mais modelos de rua da marca japonesa.

O sucesso da CB 1000R vai depender do seu preço, pois concorrência é igualmente potente e moderna. A Kawasaki já comercializa a Z 1000 (142 cv) por R$ 55.990, enquanto a Suzuki vende a GSX-S 1000 (150 cv) por R$ 50.536. Ambas têm motor de quatro cilindros e boa dose de eletrônica embarcada.

Para disputar a preferência do consumidor, a nova CB 1000 R, que será montada no Brasil pelo sistema CKD, deverá ter um preço competitivo. O valor estimado deve girar em torno dos R$ 52.000.

Ficha técnica

Honda CB 1000 R
Motor: Quatro cilindros em linha, 998,3 cm³, 16 válvulas, DOHC, arrefecimento líquido
Potência máxima: 145 cv a 10.500 rpm
Torque máximo: 10,6 kgf.m a 8.250 rpm
Diâmetro x curso: 75,0 x 56,5 mm
Alimentação: Injeção Eletrônica de combustível
Taxa de compressão: 11,6 : 1
Sistema de partida: Elétrica
Capacidade do tanque: 16,2 litros
Câmbio: 6 velocidades
Transmissão final: Corrente
Quadro: monotrave em aço
Suspensão dianteira: Garfo telescópico invertido Showa SFF-BF, com 120 mm de curso e regulagens
Suspensão traseira: Monoamortecedor Showa BRFC com 131 mm de curso e regulagens na compressão e na pré-carga da mola
Freio dianteiro: Discos duplos flutuantes com 310 mm de diâmetro e pinças radiais de 4 pistões com ABS
Freio traseiro: Disco simples com 256 mm de diâmetro e pinça de duplo pistão com ABS
Dimensões (C x L x A): 2.120 x 789 x 1.095 mm
Pneu dianteiro: 120/70 – ZR17 M/C
Pneu traseiro: 190/55 – ZR17
Altura do assento: 830 mm
Altura mínima do solo: 135 mm
Entre-eixos: 1.455 mm
Peso em ordem de marcha: 212 kg
Cores: Cinza, preta e vermelha
Preço: não definido

DEZ MOTOS DO SALÃO DE MILÃO QUE PODEM PINTAR NO BRASIL

Veja os lançamentos do evento que devem ser trazidos para o mercado brasileiro

Com as vendas de motos em alta na Europa, o Salão de Milão 2018, realizado entre 8 e 11 de novembro na cidade italiana, teve mais de uma dezena de lançamentos. A 76ª edição do EICMA apresentou
desde pequenos scooters e motos elétricas até superesportivas de pista.

São tantas novidades que é fácil ficar perdido nos corredores do pavilhão de exposições Rho Fiera, na região metropolitana de Milão. Neste ano, o evento, considerado o mais importante do setor,
ocupou seis galpões do pavilhão e teve mais de 1.200 expositores.
Mas, pensando em facilitar a sua vida, selecionamos dez motos apresentadas em Milão que devem desembarcar no Brasil em algum momento. Confira:

1 – Honda CB 500 X
A crossover da linha 500 cc passou por um face-lift e ganhou roda aro 19 na dianteira, além de suspensões com curso mais longo. Outra novidade é o painel totalmente digital com tela de LCD de fundo preto e o útil indicador de marchas. As versões naked (CB 500 F) e esportiva (CBR 500R) também contam com o novo painel de instrumentos e a embreagem, agora deslizante. Sucesso de vendas e montada em Manaus (AM), os modelos da linha 500cc devem desembarcar aqui no segundo semestre do próximo ano.

2 - Honda CB 650R
Esqueça a pacata naked CB 650F. A Honda mudou radicalmente o modelo, que adotou o design Neo Sports Café e vai se chamar CB 650R. A naked recebeu suspensão invertida e pinça de freio radiais na
dianteira. O painel também é digital e ela virá com controle de tração. Outro lançamento que a Honda certamente trará para o nosso mercado.

3 – Yamaha Ténéré 700
Finalmente a Yamaha revelou a versão final da Ténéré 700 – dois anos após ela aparecer em Milão com o conceito T7. Tanque de 16 litros, suspensões com mais de 200 mm de curso, roda aro 21 na
dianteira e freios ABS, que podem ser desligados, denotam a vocação off-road da nova Ténéré 700. Com design controverso – e até certo ponto cru - a Ténéré 700 usa o mesmo motor de dois cilindros e 689 cc da MT-07, porém com ajustes para oferecer mais torque em baixos regimes. Apostamos que ela virá para o Brasil, mas ainda vai demorar - já que na Europa, o modelo chega às lojas apenas no segundo semestre de 2019.

4 – BMW F 850 GS Adventure
A versão mais aventureira da F 850GS tem tanque de maior capacidade, parabrisa ajustável e mais conforto para longas viagens. O motor é o renovado bicilíndrico de 853 cm³ e 95 cv de potência - no Brasil com 80 cv - que equipa a F 850 GS, recentemente lançada oficialmente em nosso país. Tendo isso como base, a F 850 GS Adventure deve desembarcar por aqui também.

5 – BMW S 1000 RR
Nova dos pés à cabeça, a S 1000 RR traz novo motor, quadro, suspensões e um design mais arredondado e compacto do que a geração anterior. O propulsor de quatro cilindros e 1.000 cc ganhou comando de válvulas variável e ficou mais potente: são 207 cv a 13.500 rpm. A superesportiva alemã ainda perdeu 11kg (agora pesa 197 kg) e ganhou eletrônica de última geração. Como liderou as vendas do segmento por alguns anos no Brasil, é fácil prever que a marca deverá trazer a superesportiva para nosso mercado.

6 – Ducati Diavel 1260
A power cruiser italiana recebeu um novo motor de dois cilindros em “V” a 90° com 1.262 cm³ de capacidade. O design e a ciclística da moto também foram atualizados. Controles eletrônicos mais
modernos ajudam a domar a power cruiser italiana. Executivos da Ducati Brasil, garantiram que a nova Diavel 1260 chega ao País no segundo semestre de 2019.

7 – Husqvarna Svartpilen 701
Equipada com o mesmo monocilíndrico de 75 cv da Vitpilen, o modelo oferece uma posição de pilotagem mais confortável em função do guidão alto. Mas também conta com um design inusitado, rodas de
liga-leve aro 17, porém calçadas com pneus de uso misto. A Svartpilen 701 chega ao Brasil no primeiro semestre de 2019 com preço em torno de R$ 70 mil.

8 – Triumph Scrambler 1200
A nova Scrambler da marca inglesa tem a proposta de ser uma moto com visual clássico e uma verdadeira vocação para aventuras. Para isso, conta com o motor bicilíndrico de 1.200 cc, 90 cv e muito torque que já equipa as outras clássicas modernas da Triumph. A nova Scrambler 1200 tem duas versões – XE e XC – que se diferenciam pelo curso das suspensões (mais de 200 mm em ambas), ângulo de cáster e balança traseira. Uma das duas deve ser vendida no Brasil a partir do ano que vem.

9 – Kawasaki Z 400
Versão sem carenagem da Ninja 400, a Z 400 compartilha o mesmo motor de dois cilindros, 399 cc e 48 cv da esportiva. Quadro, rodas e suspensões são os mesmos. Mudam o guidão e a posição de
pilotagem. Se a Kawasaki lançou a Ninja 400 no Brasil, por que não lançaria a versão naked?

10 – KTM 790 Adventure
Mais uma bigtrail feita para quem gosta de rodar na terra, a 790 Adventure foi mostrada em sua versão final em Milão. Tanque grande, suspensões de longo curso, roda aro 21 e o motor de dois
cilindros e 95 cv, além de muita tecnologia, são suas armas para brigar com BMW F 850 GS e Yamaha Ténéré 700. Essa aposta é mais arriscada, mas se a KTM quer mesmo crescer no Brasil vai ter que
ampliar o line-up e essa aventureira média seria uma boa opção.

LEVORIN LANÇA PNEUS PARA SCOOTER EM DEZ MEDIDAS DIFERENTES

Matrix Scooter atende a 95% dos modelos do segmento, segundo a fabricante

A Levorin, fabricante de pneus conhecida no Brasil pelos produtos para bicicletas, resolveu ampliar a gama de produtos e apresentou o Matrix Scooter, que como o nome já indica é um pneu destinado aos scooters.

O pneu, sem câmara e de composto único, foca no conforto do usuário e une aderência e segurança na frenagem em pista molhada, segundo a fabricante. O modelo é compatível com diversos modelos à venda no mercado brasileiro, como Suzuki Burgman (90/90-10 e 100/90-10), Honda Lead (90/90-12 e 100/90-10), Yamaha NMax (110/70-13 e 130/70-13), Honda PCX (90/90-14 e 100/90-14) e Dafra Citycom 300i (110/70-16 e 130/70-16).

Há dez medidas disponíveis, cobrindo mais de 95% do segmento. Para os pneus dianteiros, as medidas são 3.50-10, 90/90-10, 90/90-12, 90/90-14, 110/70-13, 110/70-16. E para os pneus traseiros, são 100/90-10, 130/70-13, 100/90-14, 130/70-16. “Líder em reposição nos segmentos de pneus de bicicletas (na América do Sul) e de motocicletas (no Brasil), a Levorin está investindo no Brasil.

Apresentamos uma forte ampliação em nossa gama de produtos, com aplicações para diferentes segmentos, incluindo segmentos em que não atuávamos”, disse Francis Ferreira, presidente da empresa, comprada pela Michelin.

“Um dos destaques é que retomamos o nome Matrix, referência em motos, muito bem-conceituado no país, oferecendo pneus para scooters de 100 a 300cc com design moderno e esportivo. A novidade chega para completar nosso portfólio de produtos com novas tecnologias, qualidade e confiança”, completou.

HONDA APRESENTA CB 650R E CBR 650R NO EICMA 2018

Fabricante atualizou CB 500F, CBR 500R e CB 500 X; esportiva é mini-fireblade e naked segue o estilo Neo Sports Café da CB 1000R

A Honda apresentou algumas novidades no EICMA, o Salão de Milão. Além do facelift, novo painel digital e inclusão de luzes de led nas atualizadas CBR 500R, CB 500F e CB 500X - que também tem agora roda dianteira de 19 polegadas, contra 17 da geração atual, que roda no Brasil - a fabricante apresentou duas motocicletas que provavelmente despertarão a atenção dos brasileiros: as CB 650R e CBR 650R.

A nova naked, como se imaginava na semana passada, deixa de ser conceito e vira realidade. O modelo segue o estilo denominado pela marca como Neo Sports Café - o mesmo da recém-apresentada no Brasil CB 1000R.

Para os que se sentem órfãos com o fim da popular Hornet, a CB 650R traz um pouco mais de tempero quando comparada à CB 650F, atualmente à venda no Brasil: o propulsor com quatro cilindros em linha e 649 cm³ de cilindrada está mais potente, com 95 cv a 12.000 giros e torque de 6,52 kgf.m a 8.500 giros.

A naked, além do novo design, que mistura toques clássicos com linhas agressivas, ganhou suspensão de garfo invertido na dianteira, conjunto completo de farois em led, painel digital com indicador de marcha e o Honda Selectable Torque Control (HSTC), que é como a fabricante denomina o controle de tração.

Já a CBR 650R é uma mini-CBR 1000RR Fireblade, seja pelo desenho de carenagem e farois ou pelo posicionamento de guidão e pedaleiras, mais esportivo do que a atual abordagem sport touring da CBR 650F que roda nas ruas brasileiras.

No pacote técnico, a esportiva traz o mesmo motor da CB 650R e também compartilha a suspensão de garfo invertido na dianteira, painel digital e o controle de tração. Como opcional, a CBR 650R pode ser equipada com o quickshifter.

Tais novidades, no entanto, só estão disponíveis lá fora por enquanto. Resta aguardar para ver se a Honda trará as motos para o Brasil.

ESPECIAL: DICAS PARA COMPRAR UMA TÉNÉRÉ 250 USADA

Aventureira de 250cc da Yamaha oferece baixo consumo e pode ser encontrada a partir de R$ 10 mil. Mas fique atento a alguns problemas crônicos

A pequena Ténéré 250 é o sonho de consumo de quem precisa de uma moto robusta e valente para aventuras na cidade ou na estrada. Lançada em 2011, a Ténéré oferece mais conforto que sua “irmã” Lander e a mesma economia e confiabilidade que a street Fazer 250. O motor de um cilindro com 249 cm³ de capacidade atinge potência de até 21 cv a 7.500 rpm e o torque máximo de 2,10 kgf.m chega nos 6.500 giros.

A maior atualização do modelo aconteceu em 2015, quando recebeu o propulsor flex (gasolina/etanol) com poucas mudanças no desempenho. Contudo, o modelo, que passou a se chamar Ténére Blue Flex, ficou mais moderno (e caro), com painel digital, lanterna em LED na traseira e alças da garupa em alumínio.

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Ainda assim, sua linhagem “aventureira” foi mantida. A Ténéré permite viagens na faixa dos 120 km/h e chega aos 135 km/h de velocidade máxima. O consumo fica na casa dos 30 km/litro e o tanque de 16 litros garante autonomia superior aos 450 km. Claro que esse consumo (e desempenho) está ligado à pilotagem e a forma como o piloto utilizará o acelerador e o câmbio de cinco marchas.

Rodadas e confiáveis
Pesando 137 kg (a seco), o modelo usa roda de 21 polegadas na dianteira, sendo capaz de encarar estradas esburacadas e com lama. Pela sua proposta de ser uma moto para viagens e aventura, é comum encontrar exemplares com mais de 150 mil km rodados e que, ainda assim, estão em ótimo estado. Mas é necessário prestar atenção a alguns detalhes na hora da compra.

Um deles é o vazamento na junta do cilindro. Infelizmente, é um problema que aparece em diversos relatos de proprietários nas redes sociais. Embora seja de fácil solução, o reparo exige que se desmonte a parte superior do motor. De
acordo com o mecânico Alexandre Sauro, da Iron Machine (São Paulo, SP), o custo da mão de obra para este reparo gira em torno de R$ 600.

O profissional diz ainda que mesmo exemplares da Ténéré 250 com apenas 15 mil km rodados já apresentaram o defeito. “É um problema que não chega a condenar a moto, mas o valor do conserto e das peças deve ser descontado na hora da
compra”, ensina.

Rangidos e recall
Outro problema clássico do modelo é o rangido da suspensão traseira. “Em alguns casos, basta desmontar e lubrificar. Em outros, é preciso substituir componentes da suspensão, o que é muito caro”, alerta o mecânico. Segundo ele, caso a moto apresente o rangido é importante levar para um mecânico avaliar.

Esse problema em específico pode ser um fator para cancelar a compra, pois mostra que o dono anterior não era dos mais cuidadosos com a lubrificação da moto. “A cada 10 mil km é necessário desmontar a suspensão e lubrificar todo o
sistema”, diz Alexandre.

Ele também lembrou que a Ténéré, anos 2016 e 2017, tiveram chamados de recall da Yamaha, por causa de falhas no interruptor do botão de partida. Problemas no componente poderiam desligar o motor com a moto em movimento.

Preços das peças
Ao avaliar a moto, também é indicado conferir o desgaste de peças, como a relação final e as condições de discos de freios. Embora a Ténéré não seja uma moto de luxo, o preço desses componentes pode assustar. O disco de freio dianteiro, por exemplo, custa R$ 400, enquanto a relação original está avaliada em R$ 683 nas concessionárias (veja lista no fim da matéria).

Componentes eletrônicos, como o painel, também merecem atenção. Se houver algum problema e for preciso trocá-lo, a peça sai por R$ 1.327 nas revendas da Yamaha.

Levando esses pontos em consideração, é possível ter na garagem uma excelente moto. Mesmo com muitos quilômetros no painel, se uma Ténéré 250 recebe a manutenção devida, ela ainda pode oferecer muita aventura por anos a fio.

E como saber se a trail pretendida era bem cuidada sem avaliá-la a fundo? Simples: peça a chave reserva e o manual do proprietário. Donos criteriosos nunca se desfazem deles. É um teste que funciona na maioria das vezes e ainda valoriza a moto na hora de revender.

Quanto custa a manutenção
Confira os preços das peças originais de uma Yamaha Ténéré 250 consultados nas concessionárias:
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- Manete de freio - R$ 64,53
- Manete de embreagem - R$ 31,93
- Filtro de ar - R$ 78,53
- Filtro de óleo - R$ 28,00
- Pastilha freio dianteira - R$ 143,49
- Pastilha de freio traseira - R$ 141,00
- Disco de freio dianteiro - R$ 399
- Disco de freio traseiro - R$ 395
- Relação completa - R$ 683,33
- Cabo do acelerador (completo) - R$ 208,63


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Sobre o Portal da General Osório

O Portal da General Osório foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua General Osório (boca das motos) no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de Motociclismo.