Projeto integra nova submarca de modelos elétricos da montadora, a EQ. Maioria dos novos automóveis será fabricada nos Estados Unidos
A Daimler AG, companhia que detém a Mercedes-Benz, está investindo US$ 1 bilhão para transformar todos os seus carros em versões eletrificadas até o ano de 2022. O projeto integra a nova submarca da Daimler, a EQ, que concentrará todos
os modelos elétricos.
Segundo a companhia, a maioria dessa nova leva de veículos eletrificados será fabricada nos Estados Unidos em fábrica instalada no estado do Alabama. Até então, a empresa fabricava seus veículos elétricos exclusivamente em seu país de
origem, a Alemanha. No país norte-americano, a Daimler deverá focar na produção de utilitários SUVs eletrificados.
Veículos eletrificados não significam, entretanto, automóveis integralmente elétricos e sim todos aqueles que utilizam um motor elétrico, o que significa que híbridos também estão inclusos neste termo.
Na mesma instalação nos Estados Unidos, a Daimler irá fabricar baterias. Tais esforços proporcionarão à empresa uma valiosa proximidade com a linha de produção do veículo, mas também poderá ajudá-la a competir com a Tesla em um novo
nicho do mercado de energia: as baterias domésticas.
Além da Daimler, outras grandes fabricantes de automóveis têm apertado o passo para garantir um futuro da mobilidade eletrificado, a medida que deixam para trás a exclusividade de carros movidos a combustíveis fósseis.
Em 2015, a Ford anunciou um investimento de US$ 4,5 bilhões na produção de veículos elétricos. Um ano depois, após o escândalo na fraude de emissões de poluentes, a Volkswagen anunciou planos semelhantes. Já a Volvo Cars informou neste
ano que planeja vender 1 milhão de veículos elétricos até 2025. Recentemente, a britânica Jaguar Land Rover anunciou que a partir de 2020 todos os seus veículos serão eletrificados.
Fabricante japonesa promove renovação no scooter compacto, com novas cores e uma série de melhorias e aprimoramentos
A fabricante japonesa Yamaha resolveu incrementar a linha 2018 do scooter X-MAX 125 com algumas novas soluções e atualizações, tanto esteticamente, quanto tecnicamente.
O novo X-MAX traz linhas mais modernas, com destaque para a nova carenagem e luzes de LED. Para-brisa e guidão ajustáveis também são novidades, isso sem falar nas novas cores: vermelho, cinza, azul e prata.
Além do novo painel de instrumentos, mais completo, o X-MAX 125 conta com controle de tração, freios ABS e tomada USB para carregar o smartphone, por exemplo.
Sob o assento há espaço para acomodar dois capacetes. O modelo estará disponível na Europa a partir de novembro pelo preço de 4.790 euros (R$ 17.775).
Foto: Yamaha/Divulgação
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Alisson Campos
26 estados + 1 Distrito Federal = 1 sonho realizado. Mas calma, antes disso muitos desafios tiveram de ser superados, estradas percorridas, fronteiras rompidas e extremos conquistados. Já percorri com minha moto 10 dos 13 países da
América do Sul, mas sinceramente, o nosso surpreendente Brasil foi o que mais me agradou, foi aqui que tive de superar os maiores desafios em minhas expedições e é justamente disso que vou falar um pouco agora.
Quando comecei minhas viagens de moto, em 2012, tinha um sonho, parecia loucura na época, algo difícil de alcançar... O sonho era de um dia conseguir visitar e conhecer todos os estados brasileiros e suas respectivas capitais com minha
fiel companheira. Os desafios foram enormes, a cada dia, mês e ano, a quilometragem só aumentava e as histórias se acumulavam.
Minha moto e eu fomos pegando gosto pela estrada e no dia 10/08/2017 chegamos ao último estado que faltava conhecer, o Acre, e chegando em Rio Branco o sentimento de satisfação foi muito grande. O que ajudou e deu um gás a mais para
completar essa última expedição, a expedição Oxente Uai.
Em 2015 havia chegado com minha moto ao extremo sul de nosso país, Chuí foi o primeiro grande passo neste país de extremos. Muitas aventuras e estados depois iniciei a Expedição Oxente Uai, e nesta mais recente empreitada, os outros
extremos foram sendo todos conquistados, cada um com suas dificuldades, peculiaridades e desafios.
Foram conquistados um a um... Ponta do Seixas na Paraíba, Uiramutã em Roraima, Mâncio Lima no Acre e a histórica cidade de Oiapoque, no Amapá. Esses desafios são para poucos, algo complexo e que exige muito do aventureiro. Para completar
minha jornada extrema pelo Brasil necessitei de muita garra, determinação, coragem, perseverança, paciência e tudo isso teve que ser exercitado a cada dia.
Até hoje rodamos pouco mais de 140 mil km, conhecemos 10 países e com muito orgulho percorremos cada estado brasileiro e seus extremos. A Honda CG se comportou muito bem diante tudo isso, uma verdadeira guerreira, uma lenda.O Brasil é
fascinante meus amigos, façam uma viagem pelo nosso país, conheçam, desbravem e vejam com os próprios olhos quantas maravilhas naturais e culturais temos em nossa majestosa e continental pátria.
Sinto que sou privilegiado por viver da forma que vivo, por me aventurar com minha moto, sei que estou no caminho certo e de todas as conquistas até hoje, essa é a que mais sinto orgulho, o Brasil e seus extremos. Hoje me sinto um
brasileiro de corpo, alma e coração, me aventurei, conheci, compartilhei momentos por cada um dos estados e pelos extremos de cada região desta nossa maravilhosa nação. Me sinto completo! É, o sonho acabou se tornando realidade, a
Poderosa e eu conseguimos, depois de milhares de aventuras o sonho finalmente se tornou algo real. Agradeço imensamente a cada amigo que me ajudou nesta jornada, tenham certeza, vocês fazem parte dessa conquista.
Brasil acima de tudo, abaixo somente de Deus!
As aventureiras esportivas unem o conforto das motos trail à esportividade das rodas aro 17 e motores com mais de 100 cv de potência
Seja sincero: quem entre seus amigos que têm uma bigtrail realmente sai do asfalto e enfrenta uma estrada de terra? Poucos, não é mesmo? Uma pesquisa, realizada pela Kawasaki entre seus clientes, revelou que 90% dos compradores não
pretendiam usar suas motos no off-road. Justamente por isso, a marca japonesa criou a linha Versys, que herdou a posição de pilotagem das motos trails, suspensões com curso maior, mas é equipada com rodas de liga-leve e aro 17 que se
saem bem melhor no asfalto do que fora dele.
Dessas características misturadas nasceram as aventureiras esportivas, que prometem o conforto de um bigtrail, mas trazem motores potentes e foram feitas mesmo para rodar na estrada, mesmo que ruim – no máximo uma estradinha de chão
batido até o sítio.
Pensando em quem quer partir para uma aventura, mas apenas no asfalto, fizemos uma lista com cinco aventureiras esportivas que esbanjam mais de 100 cv de potência máxima, muita eletrônica embarcada e conforto para uma longa viagem.
Confira:
1 – Kawasaki Versys 1000 – R$ 53.990
A linha Versys é praticamente a precursora das aventureiras esportivas, afinal desde a primeira versão de 650cc, lançada em 2007, o modelo usa a receita de rodas de 17 polegadas e pneus esportivos, como nas nakeds, e suspensões de longo
curso e posição de pilotagem das trails. Entretanto, para disputar com outras marcas, a fábrica de Akashi lançou o modelo de 1.000 cc com um potente motor de quatro cilindros em linha apenas em 2012.
O mais recente modelo, com conjunto óptico duplo, foi apresentado em 2014. Além do “ignorante” tetracilíndrico de 120 cv de potência máxima, a Versys 1000 oferece banco largo e macio, para-brisa ajustável e 150 mm de curso nas
suspensões. Para domar essa fera, controle de tração com três níveis e freios ABS são itens de série.
2 – Ducati Multistrada 1200 – R$ 73.900
Reformulada em 2015, a aventureira esportiva da marca italiana estreou o motor com comando de válvulas variável (DVT), que oferecia mais torque em baixos giros, mas sem prejudicar o bom desempenho em alta rotação. Afinal, são 154 cv de
potência máxima a 9.500 rpm. Suas rodas de liga-leve também são de 17 polegadas, mas o curso é de bons 170 mm no garfo telescópico dianteiro e no monobraço traseiro. O conjunto ciclístico enfrenta uma estrada de terra com certa
desenvoltura e, no asfalto, se comporta como uma esportiva.
Além do visual atraente, a Multistrada 1200 também tem um dos mais completos pacotes tecnológicos: os modos de pilotagem ajustam o controle de tração, os freios ABS e até a entrega de potência do motor para cada situação. A versão “S”,
vendida por R$ 82.900, ainda oferece suspensões semi-ativas, ajustadas eletronicamente. O painel e chave por presença são outros atrativos dessa italiana.
3 – BMW S 1000 XR – R$ 72.900
Apresentada em 2015, a S 1000 XR também se destaca por unir o bom desempenho do motor de quatro cilindros em linha e 999 cm³, herdado da S 1000 RR, com uma ciclística mais versátil e uma posição de pilotagem mais confortável. Reformulada
para 2017 para atender às normas Euro 4, passou a oferecer excelentes 167 cv de potência a 11.000 rpm. Ganhou também redutor de vibrações no guidão para aumentar ainda mais o conforto do piloto.
Equipada com um pacote eletrônico dos mais completos, traz quatro modos de pilotagem, o mais moderno controle de tração DTC, ABS de última geração e ainda a suspensão eletronicamente ajustável Dynamic ESA. O pacote vendido no Brasil
ainda conta com o sistema Shift Assistant Pro, que permite subir ou reduzir as marchas sem acionar a embreagem, além de manoplas aquecidas, protetores de mão, suportes para malas laterais e top case, Cruise Control, e até preparação para
GPS. Pronta para uma longa viagem.
4 – Triumph Tiger Sport – R$ 54.900
Controle de tração, três modos de pilotagem, acelerador eletrônico, piloto automático, embreagem assistida e sistema de freios ABS são novidades e itens de série nessa terceira geração da Tiger Sport 1050, que chegou ao país no final de
2016. Apesar de compartilhar o nome Tiger com suas irmãs bigtrails, o modelo tem mesmo caráter esportivo, mas com conforto para encarar longas viagens.
O motor de três cilindros, 1.050 cm³, foi retrabalhado para oferecer 126 cv de potência a 9.475 rpm e 10,61 kgf.m a 4.300 rpm de torque. Aquela agradável mistura de potência em altos giros e bom torque em baixos e médios regimes que só
os tricilíndricos são capazes de oferecer. Com tanque de 20 litros e 218 kg em ordem de marcha proporciona boa autonomia e agilidade para quem quer se aventurar pelo asfalto.
5 – Yamaha MT-09 Tracer – R$ 45.990
Lançada pela Yamaha no Salão Duas Rodas 2015, a MT-09 Tracer, ou Tracer 900, foi apresentada como o SUV das motos. Ou seja, um modelo com visual aventureiro, mas vocação para o asfalto. Baseada na naked MT-09, a Tracer oferece os mesmos
115 cv de potência máxima no motor de três cilindros e 846 cc. Mas conta com assento mais confortável, um grande para-brisa e mais autonomia no tanque de 18 litros. Outra novidade é o controle de tração que se junta aos três mapas do
acelerador e os freios ABS para compor o razoável pacote eletrônico. Destaque vai para o grande painel com muitas informações úteis para quem vai viajar.
A parte ciclística é bastante voltada para o asfalto; além das rodas aro 17, a suspensão é bastante esportiva e seu curso é limitado: 137 mm na dianteira e 130 mm na traseira. Os mais baixinhos vão gostar de saber que o banco tem
regulagem e altura em duas posições – 845 e 860 mm – e que a Tracer 900 é a mais leve da nossa lista, com apenas 210 kg em ordem de marcha.
TEXTO: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO
FOTOS: Agência INFOMOTO
Nova resolução determina o que não é e o que é permitido modificar nos espelhos retrovisores e guidões das motos
O assunto personalização e customização de motos está no centro das discussões no mundo das duas rodas com a portaria 159/2017 publicada no final de julho pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que trata das modificações
permitidas em motocicletas.
O item 60, por exemplo, esclarece que alterações em espelhos retrovisores, guidões, componentes de suspensão e assento (inclusive alteração dos pontos de fixação originais) podem ser realizadas, porém as motos deverão ter o Certificado
de Segurança Veicular (CSV). A nova determinação entra em vigor a partir de 1º de setembro.
Área refletora dos espelhos
No que se refere aos espelhos retrovisores, o item de uso obrigatório deve atender aos requisitos descritos no anexo da resolução número 682/2017 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo a norma, a área refletora não pode ser
menor do que 69 cm². Nos espelhos circulares o diâmetro mínimo é de 94 mm, e nos modelos não circulares, deverá ser possível encaixar um retângulo medindo 120 mm por 200 mm. Tudo para melhorar o campo de visão do motociclista.
Largura e altura do guidão
Com relação ao guidão, a largura permitida pode variar entre 600 mm e 950 mm. Já a altura máxima está limitada ao ombro do motociclista, quando ele estiver em posição de pilotagem. Ou seja, os guidões tipo “seca-suvaco” (ape-hanger) com
as manoplas na altura da cabeça do motociclista está proibido. As autoridades entendem que quanto mais alto, menor a dirigibilidade. O que pode comprometer a agilidade e causar insegurança na condução da moto.
No documento
“Apesar de parecer algo fora dos padrões, tais determinações visam oferecer melhores condições de segurança aos motociclistas, uma vez que respeitados os limites indicados, é possível assegurar condições de visualização daquilo que
ocorre atrás do veículo, e manter a dirigibilidade da moto dentro dos padrões, no caso do guidão”, explica Renato Campestrini, gerente técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).
Segundo o Denatran, tais alterações devem constar no CRV (Certificado de Registro de Veículos) e também no CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos) no campo Observação como veículo modificado visualmente.
Para o técnico do ONSV, Renato Campestrini, o melhor caminho antes de qualquer alteração, adaptação, que possa implicar em interpretação dúbia, “é levar o projeto da moto a unidade do Detran de seu Estado”.
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Fotos: Infomoto e Divulgação











