Já passou pela sua cabeça poder andar em uma motocicleta híbrida? E pilotar uma moto com tração integral? São dois conceitos que instigam qualquer piloto, e com razão.
Acontece que a preparadora alemã Wunderlich criou essa moto descrita acima na forma da primeira BMW R 1200 GS com tração integral e um motor elétrico acoplado na roda dianteira da motocicleta.
A Wunderlich, que fabrica acessórios para as motos BMW, também é conhecida por seus protótipos, alguns dos mais curiosos. Este é um deles. No eixo da frente da BMW R 1200 GS padrão foi instalado um motor elétrico. Um motor eléctrico de 13,4 cavalos de potência que move unicamente a roda dianteira. O motor é capaz de movimentar a motocicleta sozinha a até 20 km/h, e também é capaz de reverter o seu funcionamento, impulsionando a moto para trás. Ideal para quando você está com uma moto de quase 250 quilos estacionada em um declive.
Acreditem, é uma moto pesada e não tão fácil de manobrar quando está estacionada. O motor elétrico já vale a pena para este caso. O fato é que ele nos permite fornecer potência extra e mais mobilidade, além dos 125 cavalos do motor 1.170 cc que segue encarregado de mover a roda traseira.
Aí você pode perguntar: de onde é que o motor tira a eletricidade? Ela é obtida a partir da frenagem regenerativa e armazenada em uma pequena bateria localizada na parte frontal da moto, sob o para-choque dianteiro, relativamente volumosa.
Como desvantagens do sistema elétrico está uma possível podem limitar o curso da suspensão dianteira e aumentar o peso total da moto, o que não foi divulgado, mas apostamos em cerca de 15 quilos extras além dos 238 kg da R 1200 GS. A Wunderlich não divulgou mais detalhes sobre o funcionamento, ou a utilização, do sistema elétrico, mas já se mostrou bem interessante, não acham?
Fotos: Divulgação/Wunderlich
Num momento em que as fabricantes de motocicletas ajustam as partes mecânicas de seus modelos frente às normas ambientais mais rigorosas normas ambientais e começam utilizar motores turbo, surgem projetos como a PGM V8. Esta é uma moto bem diferente do que você já viu.
Trata-se de uma naked produzida na Austrália que utiliza um motor V8, tornando-se uma das motocicletas mais caras do mundo em produção no momento, custando 160 mil euros, cerca de R$ 650 mil.
O Motor V8 de 1.996 cilindradas a 90° que equipa a PGM V8 conta com 334 cavalos a 12.800 rpm e 21,82 kgfm de torque a 9.500 rpm. Surpreendente, não? Ele tem mais potência que até mesmo o Kawasaki Ninja H2R, que chamou muito atenção neste ano. Além disso, esta supernaked custa três vezes mais, embora seja permitido rodar com ela nas ruas, pelo menos no território australiano.
Para tentar acoplar esse espetacular bloco de carro na moto foi preciso reduzir ao máximo o peso em outras áreas, por exemplo, com uma carenagem de fibra de carbono e componentes de motores em peças de alumínio. Uma ECU (unidade Central Eletrônica) Motec E130 personalizada de competição gerencia todos os 334 cavalos de potência da motocicleta. O enorme radiador curvo por sua vez, tenta manter a moto refrigerada em todos os momentos.
O PGM V8 tem um estilo esportivo exclusivo no bom estilo das superesportivas. Ela vem equipada com garfo Öhlins drontal de 48 milímetros totalmente ajustável, suspensão traseira Öhlins TTX de segunda geração, quadro em treliça de cromo-molibdênio e alumínio, rodas Marchesini de 17 polegadas em alumínio pneus Michelin Pilot Power 3 alto desempenho, com 190 mm na traseira, disco duplo de freio Brembo GP4 na dianteiro de 320 mm e um escape com saída dupla Akrapovic 4-2-1 de titânio e carbono com um som personalizado para imitar a Fórmula 1 dos anos 70. Empolgante?
Além da potência monstruosa e do preço astronômico, a moto tem uma distância entre eixos de 1,54 metros e um peso em ordem de marcha de 242 kg, mostrando que ela não é certamente a melhor moto para uma saída rápida de curvas. No entanto, nas retas esta naked é incomparável, se a sua coragem e seus ombros permitirem.
Fotos: Divulgação/Michael Harkin/Stephen Piper
A Kawasaki esperou até o Salão de Milão para revelar este novo conceito de motocicleta chamado de SC-02 Soul Charger, que é baseado em sua tecnologia supercharger única. O novo conceito feito por computador complementa o conceito existente Kawasaki SC-01 Spirit Charger, exibido na imagem abaixo, juntamente com o motor superalimentado equilibrado que foi mostrado no evento recente Tokyo Motor Show.
Este último desenvolvimento é uma afirmação ainda mais forte que a Kawasaki está trabalhando em uma nova gama de modelos de indução forçada, utilizando seu conhecimento e tecnologias existentes. Visualmente, a SC-02 compartilha algumas semelhanças com a SC-01, mas parece mais musculosa, brutal, agressiva e futurista.
A Kawasaki não revelou quaisquer detalhes específicos sobre o desempenho da SC-02, mas disse em um comunicado que o modelo tem capacidade menor que as superesportivas Ninja H2 e H2R, com quem compartilha muito de sua tecnologia.
Vamos ficar de dedos cruzados para que a Kawasaki lance esses dois novos modelos superalimentados num futuro breve.
Fotos: Divulgação/Kawasaki
O maxi scooter Dafra Maxsym 400i chegou ao mercado para complementar a linha de scooters da marca brasileira, que engloba também o Citycom 300i e o Cityclass 200i. O modelo conta com motorização mais potente, dimensões protuberantes e dispõe de bons atrativos como freios ABS, espaço para capacetes sob o assento, apoio lombar para piloto e garupa, para-brisa com ajuste de altura, freio de estacionamento, porta-objetos, entrada USB e tomada 12V. Disponível nas cores preta ou branca, o maxi scooter tem preço sugerido de R$ 24.990.
Com um porte avantajado de quase 2,27 m de comprimento e um peso seco de 229 kg, o Maxsym apresenta ainda fartas carenagens, oferecendo proteção frontal para pernas e tórax do motociclista. O painel de instrumentos dispõe de boa visualização, iluminação agradável e traz nostálgicos mostradores analógicos. O assento tem espaço generoso, revestimento com espuma espessa e oferece conforto para o piloto e para o garupa.
Rodando na cidade e na estrada, em uma viagem de cerca de 360 km, de São Paulo a Campos do Jordão (ida e volta), o Maxsym surpreendeu pela suavidade no trânsito urbano e pela desenvoltura na circulação pelas rodovias do complexo Ayrton Senna/Carvalho Pinto. O comportamento do motor monocilíndrico com potência de 33,3 cavalos e torque de 3,2 kgfm a 5.500 rpm agradou pela sua proposta. A pilotagem também foi facilitada pelos apoios para os pés mais à frente, permitindo ficar com o corpo em uma posição mais esticada e relaxada.
Em termos práticos, o Maxsym manteve, com muita tranquilidade, uma velocidade de cruzeiro na faixa dos 110 km/h e 120 km/h (limites em determinados trechos das rodovias), permitindo boas aceleradas na hora das ultrapassagens de veículos mais pesados. A vitalidade de um regime de torque maior foi sentida somente em pontos de subidas de serra. Com um tanque de 14,7 litros, o maxi scooter da Dafra pode oferecer uma autonomia de cerca de 320 quilômetros. Durante o teste, o consumo médio do Maxsym, na cidade e estrada, oscilou em 19 km/l e 28 km/l, respectivamente.
O sistema de freios com ABS (antitravamento), formado por conjunto com disco duplo na frente e disco simples atrás mostrou um resultado satisfatório, transmitindo segurança e permitindo um maior controle do scooter durante o seu acionamento nas situações de frenagens mais fortes. As suspensões com garfo telescópico convencional na frente e com duplo amortecedor na traseira, em associação com as rodas aro 15 (frente) e aro 14 (atrás), se mostraram bem equilibradas na absorção das irregularidades do solo e com firmeza em maior velocidade no trecho rodoviário.
No final das contas, o Dafra Maxsym 400i apresenta um pacote de qualidades, no mínimo, interessante para o motociclista, pois oferece conforto na estrada e praticidade na cidade. Também pode ser uma opção e tanto para quem pretende migrar de um scooter compacto ou para aquele motociclista que está buscando um maxi scooter para complementar a sua garagem de motos. Essa linha de raciocínio ganha ainda mais força diante do inegável fator custo/benefício, pois Maxsym bate os concorrentes com o melhor preço na sua categoria. Como estamos vivendo um momento de incertezas econômicas, economia é fundamental.
FICHA TÉCNICA
Motor Motor OHC monocilíndrico, arrefecimento líquido
Capacidade cúbica 399,3 cm³
Potência 33,3 cv a 7.500 rpm
Torque 3,2 kgfm a 5.500 rpm
Câmbio Automático
Transmissão Automática CVT
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Quadro Under Bone
Suspensão dianteira Garfo telescópico com 106 mm de curso
Suspensão traseira Duplo amortecedor de 112 mm de curso
Freio dianteiro Discos duplos e ABS
Freio traseiro Disco simples e ABS
Pneus 120/70-15 M/C 56S (dianteira) /150/70- 14 M/C 66S (traseira)
Comprimento 2.270 mm
Altura do assento 755 mm
Distância entre-eixos 1.555 mm
Distância do solo 142 mm
Peso a seco 229 kg
Tanque de combustível 14,7 litros
Cores Branca e preta
Preço sugerido R$ 24.990
Um dos modelos mais cheios de estilo da linha Harley-Davidson, a Forty-Eight passou por uma reformulação completa para 2016. Do acabamento ao conjunto de suspensões, tudo mudou. Exceto o coração dessa integrante da linha Sportster. O motor V2 de 1.200cc continua firme e forte com seu desempenho modesto e o câmbio de cinco marchas.
Ao invés de investir em um novo conjunto motriz, a Harley preferiu incrementar o estilo e melhorar a experiência de pilotagem da Forty-Eight. Com isso o modelo ganhou novas rodas, tubos mais grossos no garfo dianteiro e um novo conjunto bichoque com amortecedores ajustáveis na traseira.
Pose musculosa
Inspirada nos hot-rods, a Forty-Eight traz pneus largos que conferem um visual robusto ao modelo. Os novos tubos da suspensão dianteira com 49 mm de diâmetro (10 mm a mais que na anterior) reforçam essa pose “musculosa” para 2016.
Os pneus – com 130 mm de largura na dianteira e 150 mm na traseira – agora calçam rodas de liga-leve ao invés das antigas raiadas. As novas rodas de 16 polegadas também permitiram a adoção de pneus tubeless (sem câmara).
Visualmente também chama a atenção a tampa redonda do filtro de ar e a dupla saída de escapamento, agora na cor preta e com uma cobertura cromada. O emblema e a pintura da Forty-Eight também mudaram. O famoso escudo Harley-Davidson em alto relevo sobre linhas horizontais decora o tanque no formato peanut (amendoin). Bastante estiloso, porém pouco prático, já que carrega apenas 7,9 litros, e transforma o modelo em uma moto essencialmente urbana.
Mais suave
Entretanto, fica claro que o objetivo da Harley-Davidson ao renovar a Forty-Eight, lançada em 2010 e sem mudanças desde então, era mesmo aprimorar a pilotagem da moto, adotando um conjunto de suspensões melhor. Para isso, a fábrica criou um garfo dianteiro completamente novo. Além de terem 49 mm de diâmetro, utilizam o sistema de cartuchos internamente para absorver de forma mais progressiva as imperfeições do solo. Na traseira, o sistema bichoque recebeu amortecedores mais robustos e ajustáveis na pré-carga da mola.
O assento foi outra melhoria destacada pela marca. Baixo, a apenas 70 cm do solo, o banco ganhou novo formato e um pouco mais de espuma. Apesar de ser mais bonito e elegante do que o anterior, na prática pouco mudou. Em pouco mais de 100 km não se mostrou adequado para viagens mais longas, assim como o pequeno tanque, que proporciona cerca de 150 km de autonomia. A Forty-Eight quer ser mesmo uma moto para a cidade.
Já as mudanças ciclísticas fizeram uma boa diferença. Com as novas rodas, a maneabilidade da Forty-Eight em baixas velocidades está melhor, mesmo com os largos pneus. E as suspensões mostram um funcionamento mais suave e progressivo, principalmente para isolar o piloto de tampas de bueiros desniveladas e imperfeições nas ruas – mas é claro que não absorvem buracos e valetas mais profundas.
Forma e função
Raro encontrar alguém que não ache a Harley-Davidson Forty-Eight uma moto bonita – mesmo a anterior. A boa notícia no modelo 2016 é que as mudanças melhoraram o visual e também o funcionamento dessa H-D urbana.
Mas trouxeram um “salgado” aumento de preço, agravado pela desvalorização do Real frente ao dólar: enquanto o modelo 2015 era vendido por R$ 39.200, o novo chega à lojas por R$ 50.700. “Durante praticamente todo o ano de 2014 seguramos os preços de forma a não repassar aos clientes o impacto dessa desvalorização monetária. No entanto, o valor da moeda norte-americana disparou e não conseguimos segurar”, lamentou Antonio Cantero, diretor interino da Harley-Davidson do Brasil.
A Forty-Eight modelo 2016 estará disponível nas concessionárias a partir de janeiro do próximo ano em quatro cores: Vivid Black, preto; Velocity Red Sunglo, vinho; e Olive Gold, verde oliva. Há ainda a “brilhante” opção Hard Candy Gold Flake.
FICHA TÉCNICA
Harley-Davidson Forty-Eight 2016
MOTOR Dois cilindros em “V”, comando por varetas, quatro válvulas e arrefecimento a ar
CAPACIDADE CÚBICA 1.202 cm³
DIÂMETRO X CURSO 88,9 mm x 96,8 mm
TAXA DE COMPRESSÃO 10,0:1
POTÊNCIA MÁXIMA n/d
TORQUE MÁXIMO 8,97 kgf.m a 3.500 rpm
SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO Injeção Eletrônica de Combustível Seqüencial (ESPFI)
SISTEMA DE PARTIDA Elétrica
CÂMBIO Cinco velocidades
TRANSMISSÃO FINAL Correia dentada
CAPACIDADE DO TANQUE 7,9 litros
CHASSI Tubular em aço de secção circular
SUSPENSÃO DIANTEIRA Garfo telescópico de 49 mm de diâmetro do tipo cartucho com 92 mm de curso
SUSPENSÃO TRASEIRA Sistema bichoque com ajuste na pré-carga da mola e 54 mm de curso
FREIO DIANTEIRO Disco simples de 300 mm com pinça de pistão duplo
FREIO TRASEIRO Disco simples de 200 mm com pinça de pistão duplo
PNEU DIANTEIRO 130/90-16
PNEU TRASEIRO 150/80-16
COMPRIMENTO 2.210 mm
ALTURA DO BANCO 707 mm
DISTÂNCIA ENTRE-EIXOS 1.506 mm
PESO A SECO 245 kg
PREÇO A partir de R$ 50.700











